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Aprovação de Trump cai a 36,3% em agregador e marca a mínima a 12 dias das midterms

Índice de desaprovação passa de 60%; para 72,8% dos americanos, o presidente vai mal no combate à inflação.

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Donald Trump sorri de terno, gravata vermelha e boné vermelho com a palavra USA, entre bandeiras dos EUA
Foto de arquivo: O presidente dos EUA, Donald Trump, com boné "USA", diante das bandeiras dos Estados Unidos e da PresidênciaFoto: The White House

Resumo

  • Na média das pesquisas, 36,3% aprovam e 60,6% desaprovam o governo Trump; a aprovação é a menor da série.
  • Inflação é o ponto mais fraco: 72,8% reprovam a atuação do presidente, contra 24,8% de aprovação.
  • Em 3 de novembro, os americanos renovam a Câmara inteira e cerca de um terço do Senado.

Faltam 12 dias para a votação de meio de mandato nos EUA, e a avaliação do governo de Donald Trump chegou ao pior ponto da série histórica de um dos principais agregadores de pesquisas do país. Os dados compilados na quarta-feira (21) pelo estatístico e jornalista Nate Silver mostram 36,3% de aprovação e 60,6% de desaprovação ao presidente republicano.

A desaprovação nesse nível já tinha aparecido no começo de outubro, mas a aprovação nunca estivera tão baixa desde o início da série. Pelo levantamento, só nos 50 primeiros dias do mandato atual o presidente somou mais opiniões favoráveis que contrárias; depois disso, ficou a maior parte do tempo no negativo.

O que dizem as pesquisas

A sondagem Reuters/Ipsos divulgada na segunda-feira (19) tem um retrato ainda mais duro: 66% dos entrevistados reprovam o presidente e 31% aprovam. A desaprovação repete a máxima histórica do instituto nos dois mandatos de Trump, e a aprovação é a menor já registrada pela série. Em todos os temas avaliados nessa pesquisa, o saldo é negativo para o governo.

Outros institutos também encontram mais gente descontente do que satisfeita, e o agregador de Silver detalha por assunto, com a média de quarta-feira (21):

  • Inflação: 72,8% desaprovam e 24,8% aprovam.
  • Economia em geral: 65,7% desaprovam e 31,6% aprovam.
  • Comércio e tarifas: 62,7% desaprovam e 32,8% aprovam.
  • Imigração, uma das principais bandeiras do presidente: 56,2% desaprovam e 41,1% aprovam, a avaliação menos ruim da lista.

Por que o humor piorou

O desgaste vem sobretudo da economia e do custo de vida. As tarifas elevadas pressionaram preços, e a guerra contra o Irã encareceu os combustíveis no país, o que empurrou a inflação e o orçamento das famílias. Escalada de conflitos no exterior completa o quadro de insatisfação descrito nas sondagens.

O que está em jogo em 3 de novembro

Trump não disputa nenhum cargo nesta eleição, mas o resultado depende em grande parte da avaliação do governo. Estão em disputa todas as 435 vagas da Câmara dos Representantes e aproximadamente um terço das cadeiras do Senado. Hoje, o Partido Republicano tem maioria nas duas Casas. Levantamentos e projeções apontam que os democratas podem conquistar as duas Casas, o que dificultaria a aprovação das propostas do presidente.

A resposta de Trump

O presidente passou a percorrer o país quase todos os dias em comícios. Num deles, prometeu pagar um bônus de US$ 5 mil a cada adulto americano se os republicanos vencerem. Na terça-feira (20), ele disse que investirá mais de US$ 400 milhões em candidatos do partido até a votação, como mostrou o Fato em Dia.

Nos meses anteriores, Trump também apoiou mudanças nos mapas eleitorais de alguns estados para favorecer o próprio partido e tomou medidas para restringir o voto pelo correio, sob o argumento de que há fraudes nessa modalidade. Os dados indicam que eleitores democratas costumam recorrer mais ao voto postal do que os republicanos.

Como ler os números

Um agregador junta várias pesquisas e calcula uma média, o que reduz o peso de um único instituto, mas não substitui o resultado das urnas. Os 60,6% de reprovação do agregador e os 66% da Reuters/Ipsos não são diretamente comparáveis, porque um é média de várias pesquisas e o outro vem de um só instituto. O que une os dois levantamentos é a direção: a insatisfação com a economia segue como o principal fator que pesa sobre o presidente e sobre o partido às vésperas da votação.

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