Trump diz que vai gastar mais de US$ 400 milhões com republicanos até 3 de novembro
Presidente afirma na Truth Social que já pôs US$ 300 milhões em anúncios e comícios; eleição define o controle do Congresso dos EUA.

Resumo
- Trump diz que terá posto mais de US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões) nas campanhas republicanas.
- Segundo ele, US$ 300 milhões já foram gastos com anúncios, comícios e mobilização de eleitores.
- Em 3 de novembro, os americanos renovam a Câmara, parte do Senado e 36 governos estaduais.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (20) que vai despejar mais de US$ 400 milhões, algo perto de R$ 2 bilhões, no apoio a candidatos do Partido Republicano até 3 de novembro, data da votação que renova o Congresso no meio do mandato presidencial. O anúncio foi feito numa publicação na Truth Social, a rede social do presidente.
Segundo Trump, mais de US$ 300 milhões desse total já saíram do caixa. O dinheiro, escreveu ele, foi usado em propaganda, em contato direto e indireto com eleitores, em comícios presenciais e virtuais, por telefone e internet, em programas de mobilização e no que ele chamou de “integridade eleitoral”. O presidente não detalhou de onde vem a verba.
O que Trump escreveu
Na mensagem, Trump ligou a decisão aos protestos que tomam a França e outros países europeus há semanas. “Devido à minha crença no Partido Republicano e em todas as nossas políticas e princípios (…), tenho o prazer de anunciar que, no contexto das Eleições de Meio de Mandato mais importantes da história do nosso país, investi (ou investirei) mais de 400 milhões de dólares até o dia da eleição”, publicou.
Na véspera, num comício no Kansas em apoio à reeleição do senador republicano Roger Marshall, o presidente já tinha usado a crise francesa como argumento de campanha. Disse que os Estados Unidos vão viver cenas como as de Paris se a oposição vencer. “Quando vocês virem campanários em chamas e incêndios violentos na França, lembrem-se de que é isso que os democratas radicais querem fazer com os EUA”, afirmou, sem apresentar provas.
O que está em jogo
Nas eleições de 3 de novembro, os americanos escolhem os 435 integrantes da Câmara dos Representantes, cerca de um terço do Senado e 36 governadores. Os republicanos controlam hoje as duas Casas do Congresso. Perder a maioria em uma delas daria à oposição poder para travar projetos da Casa Branca e abrir investigações nos dois anos que restam do mandato de Trump.
Como o voto não é obrigatório nos Estados Unidos, o presidente tem pedido que seus eleitores compareçam como se o nome dele estivesse na cédula. A aposta é que a participação cresce quando ele está na disputa.
Cenário desfavorável nas pesquisas
O anúncio chega num momento ruim para o governo. A pesquisa do instituto Ipsos divulgada na segunda-feira (19) mostrou a aprovação de Trump em 31%, o nível mais baixo de todo o mandato e um ponto abaixo do levantamento feito duas semanas antes. A mesma sondagem apontou 47% dos eleitores registrados inclinados a votar em candidatos democratas, contra 35% nos republicanos.
Faltam duas semanas para a votação. Trump não informou quanto do valor anunciado irá para cada disputa nem quais candidatos serão beneficiados.
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