Pular para o conteúdo
Guerra na Ucrânia

Zelensky diz que não recebe mais alertas dos EUA e acusa Trump de forçar rendição

Ucraniano fala à Bloomberg após bombardeio a Kiev; Trump diz que é hora de "outra pessoa" negociar pela Ucrânia.

WhatsApp Telegram Facebook X
Volodymyr Zelensky, de camisa verde-oliva e sério, com a bandeira da Ucrânia ao fundo, em retrato de frenteDonald Trump, de terno azul-marinho e gravata rosa, aponta com o braço esticado no gramado da Casa Branca
Foto de arquivo: O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e o presidente dos EUA, Donald TrumpFotos: Serviço de Imprensa da Presidência da Ucrânia (CC BY 4.0) (à esq.) e Molly Riley/Casa Branca (à dir.)

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta segunda-feira (19) que seu país deixou de receber dos Estados Unidos alertas de inteligência sobre ataques da Rússia. Em entrevista à agência Bloomberg, ele foi além e acusou o presidente americano, Donald Trump, de tomar medidas para forçar a Ucrânia a se render na guerra.

O ataque a Kiev

A fala veio no mesmo dia em que a Rússia disparou 16 mísseis e 270 drones sobre a capital ucraniana e áreas próximas. O balanço foi de quatro mortos e mais de 50 feridos. Ao todo, 28 instalações de energia foram atingidas e mais de meio milhão de pessoas ficaram sem eletricidade e sem água.

Zelensky disse que o país não recebeu nenhum aviso de aliados antes da ofensiva. Autoridades ucranianas já vinham relatando falhas no compartilhamento de informações de inteligência por parte dos americanos.

Mísseis interceptadores

À noite, veio a público que a gestão Trump não autorizou o envio à Ucrânia dos mísseis interceptadores de que o país precisa para se defender dos bombardeios russos. A informação aumenta a pressão sobre a Casa Branca, que já enfrenta críticas pela mudança de postura em relação a Moscou.

Mais cedo, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, havia negado que Washington tenha interrompido o compartilhamento de informações com Kiev. Ele falou durante uma viagem pela Ásia Central, ao ser questionado sobre o assunto.

A virada de Trump em relação à Rússia

Nos últimos dias, Trump reverteu quase cinco anos de política de pressão máxima contra a Rússia. Na sexta-feira (16), ele assinou uma ordem executiva que suspende sanções, restrições e tarifas previstas na lei que sancionou em setembro, e também foi anunciado um acordo para importar diesel russo. O presidente americano diz que fez isso porque negocia um acordo para encerrar o conflito e não quer nada que afaste a Rússia da mesa.

No domingo (18), Trump afirmou que Zelensky bombardeia refinarias russas de diesel e, com isso, prejudica agricultores e empresas dos Estados Unidos. Nesta segunda, voltou a dizer que o ucraniano não quer acabar com a guerra. “Eu acho que é hora de outra pessoa negociar em nome da Ucrânia”, afirmou.

O pano de fundo nos EUA

O preço do diesel nos Estados Unidos disparou 68% desde que o país começou a guerra contra o Irã. Esse aumento do custo de vida pesa sobre o presidente: na pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta segunda, só 31% aprovam o trabalho de Trump, o pior índice até aqui.

O que vem a seguir

Também circula a possibilidade de uma cúpula entre Trump, o russo Vladimir Putin e o chinês Xi Jinping, sem a presença da Ucrânia, o que o chanceler ucraniano Andriy Sybiha criticou publicamente.

Volodymyr ZelenskyDonald TrumpGuerra na UcrâniaRússiaEstados Unidos

Receba as notícias do Fato em Dia. Inscreva-se no canal e acompanhe as atualizações.

Direitos de imagem: se você é autor de uma imagem ou vídeo desta notícia, fale com a gente.

Encontrou um erro ou tem uma sugestão de pauta? Fale com a redação.

Mais sobre o assunto

Últimas de Mundo

Ver tudo