Romênia derruba dois drones no Mar Negro com caças F-16, diz Ministério da Defesa
A Defesa romena não revela a origem dos aparelhos; ataques recentes a navios na região deixaram 23 marinheiros mortos ou desaparecidos.

A Força Aérea da Romênia mandou caças F-16 ao Mar Negro neste sábado (17) e derrubou dois drones que haviam invadido as águas do país. Quem deu a notícia foi o Ministério da Defesa romeno, sem apontar quem lançou os aparelhos.
Como foi a interceptação
De acordo com o comunicado, os dois drones passaram para o lado romeno da fronteira marítima com dois minutos de diferença: às 14h59 e às 15h01 em Greenwich, ou 11h59 e 12h01 em Brasília. Os caças agiram em seguida. A Romênia integra a Otan e divide com a Ucrânia 614 quilômetros de fronteira, grande parte deles formada pelo Danúbio.
Bucareste diz enfrentar invasões de drones russos no seu espaço aéreo desde que a Rússia ampliou a guerra, em 2022. Só passou a derrubar esse tipo de aparelho nos primeiros meses deste ano.
Navios atingidos na semana
A interceptação veio na esteira de outro episódio: dois navios-tanque de produtos químicos foram atacados por drones junto ao litoral romeno nos últimos dias. Os barcos aguardavam fundeados perto do Canal de Sulina, a ligação entre o Danúbio e o Mar Negro por onde a Ucrânia escoa parte de suas exportações.
Uma fonte militar da Otan, que não teve o nome divulgado, atribuiu os ataques aos navios a drones russos. Sete tripulantes seguem sem ser encontrados, e as autoridades da Romênia continuam as buscas.
Somando os outros cargueiros alvejados na costa romena e na búlgara nos últimos dez dias, ao menos cinco, o saldo é de 23 marinheiros mortos ou sem paradeiro. Em geral, esses ataques aconteceram fora das águas que a Otan considera território seu.
Drone cai na Moldávia
Vizinha do nordeste romeno, a Moldávia comunicou que um drone caiu num distrito do norte, perto da divisa ucraniana. Ninguém se feriu e não houve estrago. Técnicos tentam descobrir de onde ele veio.
As violações do espaço aéreo moldavo por drones vêm aumentando bastante nos últimos meses. Entre a quinta (15) e a sexta-feira (16), foram cinco aparelhos, tidos como russos, em pouco mais de 17 horas. A chancelaria moldava reagiu com uma nota de condenação à Rússia.
Por que importa
Os fatos mostram que a guerra na Ucrânia segue ameaçando o transporte comercial na ala leste da Otan. O Canal de Sulina serve de saída para produtos ucranianos e fica justamente na área onde os navios-tanque foram atingidos.
Em outra frente do conflito, o papa Leão XIV telefonou ao presidente russo, Vladimir Putin, e lembrou o prejuízo que a guerra causa ao transporte de grãos pelo Mar Negro, como mostra a matéria sobre a conversa.
Receba as notícias do Fato em Dia. Inscreva-se no canal e acompanhe as atualizações.
Direitos autorais: se você é autor de alguma imagem, fale com a gente; trocamos em até 24 h.
Encontrou um erro ou tem uma sugestão de pauta? Fale com a redação.








