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Flávio e Lula fazem últimos atos neste sábado; ruas só até as 22h

Flávio vai a Belo Horizonte e ao Rio; Lula, ao Rio e a São Paulo; depois das 22h ficam proibidos carros de som e material gráfico.

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Flávio Bolsonaro, de terno cinza e gravata azul, fala ao microfone no plenário da Câmara dos DeputadosLula, de blazer azul e camisa branca, fala com um megafone vermelho e branco em um salão iluminado de vermelho, com apoiadores ao fundo
Flávio Bolsonaro (à esquerda) e Lula, candidatos no segundo turnoFotos: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados (à esq.) e Ricardo Stuckert/PR (à dir.)

Resumo

  • Flávio Bolsonaro faz atos em Belo Horizonte e no Rio; Lula caminha no Rio e em São Paulo neste sábado (24).
  • Caminhadas, carreatas e passeatas só podem ocorrer até as 22h, quando acaba a entrega de material gráfico.
  • No domingo (25) só valem manifestações individuais e silenciosas dos eleitores.

Os dois candidatos à Presidência da República cumprem neste sábado (24) a última agenda de rua antes do segundo turno, marcado para domingo (25). O senador Flávio Bolsonaro (PL) passa por Belo Horizonte e pelo Rio de Janeiro; o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visita o Rio e depois São Paulo. A legislação eleitoral encerra a campanha nas ruas às 22h.

A agenda de Flávio Bolsonaro

O candidato do PL começa o dia em Belo Horizonte. Em Minas, o ato está marcado para as 9h na Praça da Liberdade, na região da Savassi. Em seguida, Flávio segue para o Rio de Janeiro, onde faz o fechamento da campanha às 14h, na Praça do Ó, no bairro da Barra da Tijuca.

Os dois eventos fazem parte do “Bloco do 22”, série de carreatas e comícios liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em vários estados. No Rio, o ato pode sair da Praça do Ó à tarde e terminar diante do condomínio em que Jair Bolsonaro, pai do candidato, já viveu, também na Barra.

Brasília, que é a sede da campanha, fica fora do roteiro de atos de rua de Flávio neste sábado.

A agenda de Lula

O presidente encerra a campanha pelo Rio de Janeiro e por São Paulo. Às 10h, faz uma caminhada com aliados pela orla de Copacabana, em ato que reúne artistas e apoiadores. À tarde, viaja para a capital paulista, onde fecha a agenda com outra caminhada, desta vez na Avenida Paulista, prevista para as 16h.

Em São Paulo, devem estar presentes o candidato a vice na chapa, Geraldo Alckmin (PSB), e políticos que disputaram as eleições deste ano sem se eleger, como Fernando Haddad (PT) e Márcio França (PSB), que concorreram ao governo paulista, e as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), que tentaram vaga no Senado.

Os atos acontecem um dia depois do debate da TV Globo, o último confronto direto entre os dois presidenciáveis, em que trocaram críticas, como mostra a cobertura do debate.

O que a lei permite até as 22h

De acordo com a lei eleitoral e com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o limite para caminhadas, carreatas e passeatas, usem ou não carro de som, é as 22h deste sábado. O mesmo prazo vale para os governadores que também disputam o segundo turno.

Às 22h também acabam a entrega de panfletos e outros materiais impressos, o trânsito de carros de som tocando jingles ou recados dos candidatos e a colocação de wind banners. Já não havia comícios desde a quinta-feira (22).

O que vale no domingo

No domingo, o eleitor pode se manifestar apenas de forma individual e em silêncio, com adesivo, camiseta, boné ou bandeira. Reunir gente de modo que lembre um ato de campanha segue vedado, e quem desobedecer pode ser multado.

Cinco estados e o Distrito Federal também escolhem governadores no domingo. O Rio de Janeiro não entra nessa lista: Douglas Ruas (PL) foi eleito já no primeiro turno, depois que o TSE anulou a votação de Anthony Garotinho.

Esquema especial em Brasília

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal informou que a operação do segundo turno começa neste sábado, às 10h, interditando a Esplanada dos Ministérios entre o Museu Nacional e a via L4 e incluindo a Praça dos Três Poderes. A interdição deve durar até depois do resultado, na madrugada de domingo para segunda (26), ainda sem horário definido.

A pasta calcula usar cinco mil PMs, mais cerca de 1.500 profissionais que já trabalham em serviços de rotina. Cada um dos 614 locais de votação do DF terá dois policiais militares, com efetivo maior nos principais colégios eleitorais. O secretário Alexandre Patury disse que o perímetro de bloqueio é maior que o do primeiro turno porque “o resultado será definitivo” e podem ocorrer reações. O monitoramento usará 14 mil câmeras integradas ao sistema DF 360, das quais 200 estarão voltadas à operação eleitoral.

Próximos passos

A votação acontece no domingo (25). Depois das 22h deste sábado, as campanhas ficam limitadas ao que a lei permite: nada de carro de som, distribuição de panfletos ou atos de rua.

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