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Ipespe/Abrapel: Lula tem 45% de aprovação e 47% de desaprovação a 2 dias do 2º turno

Pesquisa também mostra que 51% não confiam em Flávio e 48% não confiam em Lula; nos votos válidos, Flávio tem 50,5%.

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Lula, de blazer azul, segura um megafone e sorri diante de um painel amarelo e vermelho, cercado de apoiadoresFlávio Bolsonaro, de terno escuro e gravata, fala a jornalistas no Senado
Lula (à esquerda) e Flávio Bolsonaro, candidatos no 2º turnoFotos: Ricardo Stuckert/PR (à esq.) e Carlos Moura/Agência Senado (à dir.)

Resumo

  • Nova rodada do Ipespe/Abrapel mostra Lula com 45% de aprovação e 47% de desaprovação do modo de governar.
  • 51% não confiam em Flávio e 48% não confiam em Lula; a rejeição é de 48% e 47%.
  • Nos votos válidos, Flávio tem 50,5% e Lula 49,5%, empate técnico dentro da margem de 2,6 pontos.

O Ipespe/Abrapel soltou nesta sexta-feira (23) mais uma rodada de pesquisa, e ela mostra um eleitorado dividido a dois dias do segundo turno. Entre os entrevistados, 47% desaprovam a maneira como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, governa o país, enquanto 45% aprovam. Outros 7% não souberam ou não quiseram responder. Na rodada anterior, divulgada em 17 de outubro, a desaprovação era de 48%, e a aprovação, a mesma de agora, 45%.

O levantamento ouviu 1.500 eleitores em todo o país, por telefone, de 20 a 22 de outubro. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi paga pelo próprio instituto e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Votos válidos: empate técnico

Na simulação do segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 50,5% dos votos válidos, contra 49,5% de Lula. Esse cálculo descarta brancos e nulos, critério adotado pelo TSE. Como a diferença de um ponto fica abaixo da margem de erro, o cenário é de empate técnico.

A série do instituto desde o primeiro turno mostra os dois candidatos se aproximando. Na primeira pesquisa feita depois da votação de 4 de outubro, Flávio tinha 52,7% e Lula, 47,3%, diferença que estava fora da margem. Na rodada de 17 de outubro, o placar foi 51,2% a 48,8%. Agora, a vantagem é de apenas um ponto.

Em quem o eleitor confia

O Ipespe também mediu a confiança nos dois candidatos. Mais da metade dos entrevistados, 51%, diz não confiar em Flávio Bolsonaro, enquanto 48% afirmam o mesmo sobre Lula. Entre os que confiam, 29% dizem confiar muito em Flávio e 19% confiam um pouco; 2% não souberam responder. Para Lula, 34% confiam muito e 14% confiam um pouco, com outros 2% sem resposta.

Ou seja, Lula tem proporção maior de eleitores com confiança plena, e Flávio tem uma parcela um pouco maior de desconfiança.

Rejeição e certeza do voto

A rejeição também ficou próxima. Flávio é rejeitado por 48% dos entrevistados, e Lula, por 47%. Na pesquisa de 17 de outubro, os dois estavam empatados em 47%.

Sobre o voto, 47% dizem que votariam com certeza em Flávio e outros 5% afirmam que poderiam votar nele. Em relação a Lula, 46% votariam com certeza, e 5% poderiam votar. Os que não conhecem o candidato o suficiente somam 1% no caso de Flávio e não pontuaram no de Lula.

O que aconteceu no primeiro turno

Na apuração final do primeiro turno, Flávio ficou com 47,03% (56,1 milhões de votos) e Lula, com 45,16% (53,8 milhões). A diferença, de pouco menos de dois pontos percentuais, foi a menor entre os dois primeiros colocados desde a redemocratização.

Próximos passos

A votação do segundo turno está marcada para domingo, 25 de outubro. Os candidatos fazem hoje à noite o último debate na TV Globo, e a campanha chega à última propaganda no rádio. Pesquisas como a do Ipespe retratam o momento da coleta e não são previsão de resultado: com a margem de erro de 2,6 pontos, os dois cenários, de vitória de Flávio ou de Lula, continuam dentro do que os números permitem.

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