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Flávio treina com Tarcísio, sem Marçal, para o debate da Globo contra Lula

Sidônio diz que Lula ficará no púlpito se preciso; confronto é sexta (23), às 21h20, após o Jornal Nacional, com quatro blocos.

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Flávio Bolsonaro sorri de boca aberta cercado de microfones de emissoras de TVLula, de terno cinza e gravata vermelha, sorri em meio a um grupo de pessoas
Flávio Bolsonaro (à esquerda) e Lula, que se enfrentam no debate da GloboFotos: Geraldo Magela/Agência Senado (à esq.) e Carolina Curi/Agência Senado (à dir.)

Resumo

  • O debate da Globo entre Lula e Flávio Bolsonaro é nesta sexta (23), às 21h20, com mediação de César Tralli.
  • Flávio treina com o marqueteiro Duda Lima e terá Tarcísio de Freitas na preparação; Marçal ficou de fora.
  • Sidônio Palmeira diz que Lula ficará no púlpito se necessário, para evitar a movimentação feita por Flávio na Band.

O último debate do segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) acontece nesta sexta-feira (23), na TV Globo, com início previsto para as 21h20, logo depois do Jornal Nacional. A mediação é do jornalista César Tralli, e o encontro será transmitido dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, também pela GloboNews, pelo g1 e pelo Globoplay. A poucos dias da votação de domingo (25), as campanhas ajustam a estratégia para o confronto.

Como será o debate

O debate se divide em quatro blocos (três temáticos e um livre) mais as considerações finais, e a sequência das perguntas sai de sorteios feitos ao vivo. O primeiro bloco tem seis rodadas, cada uma voltada a uma região do país, mais um assunto nacional prioritário. Em cada rodada, o candidato dispõe de três minutos somados para pergunta, resposta, réplica e tréplica.

Nos blocos dois e três, os temas são escolhidos pelos próprios candidatos num menu no telão, com o mesmo tempo por rodada. Quem fala pode andar pelo cenário; o outro precisa esperar no púlpito até chegar a sua vez. O bloco final é livre: são oito minutos para cada um, sem teto de intervenções, com circulação restrita ao seu lado do estúdio.

Depois do debate, cada candidato poderá dar uma entrevista coletiva de dez minutos na sala de imprensa. A ordem foi sorteada: Lula fala primeiro, depois Flávio. Renata Lo Prete, no Jornal da Globo, apresentará análises sobre como cada um se saiu, e o g1 checará as declarações ao longo da noite.

A preparação de Flávio

A campanha de Flávio prepara mudanças em relação ao debate da Band, no domingo (18). O senador faz sessões de treinamento nesta quinta (22), em Brasília, com o marqueteiro Duda Lima, e segue na sexta (23) no Rio de Janeiro. Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador paulista, entra na preparação, sobretudo para discutir propostas econômicas e de gestão, e deve reforçar o trabalho nas horas finais, com dados e detalhes de programas paulistas que Flávio pretende levar ao país se eleito.

O influenciador Pablo Marçal, que ajudou nos treinos anteriores e defendia uma atuação mais contundente, não participará desta vez. A orientação da equipe é reduzir as provocações pessoais, responder de forma mais direta às perguntas de Lula e dar mais espaço às propostas. A campanha avalia que o senador precisa passar uma imagem mais equilibrada e de domínio dos temas, sobretudo diante dos indecisos.

A disputa pelo púlpito

Na Band, Flávio andou atrás de Lula enquanto o presidente respondia, balançou a cabeça em sinal de discordância e reagiu ao que ouvia. O petista e sua equipe se irritaram. Na quarta-feira (21), Sidônio Palmeira, ministro da Comunicação Social e responsável pelo preparo de Lula, afirmou no Planalto: “Lula vai ficar no púlpito se necessário. Essa estratégia da extrema direita, de ficar atrás do candidato, é usada no mundo inteiro e não vai acontecer neste debate.” Ele chamou Flávio de “papagaio de pirata” e afirmou que o presidente poderá ficar mais tempo no púlpito, sem deixar de circular pelo estúdio.

A campanha de Flávio, por sua vez, discute uma alternativa para manter a aproximação física: se Lula ficar no púlpito, o senador poderia se aproximar pela lateral da estrutura, respeitadas as regras da emissora.

O tema Bolsa Família

Assessores de Flávio também ensaiam respostas a eventuais ataques de Lula sobre as investigações que cercam o senador e sobre seu plano econômico. O receio é que reapareça no palco a polêmica das falas de Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha, sobre o Bolsa Família: ela defendeu alterar as regras para incentivar beneficiários a buscar emprego, e o PT acusou Flávio de querer restringir o benefício. A ideia é Flávio reafirmar que o programa será mantido e reajustado e propor que quem arrumar trabalho não perca o auxílio de imediato.

Antes do debate, a Globo entrevistou os dois candidatos: Lula na quinta-feira (15) e Flávio na sexta-feira (16), em conversas conduzidas por Renata Lo Prete.

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