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Pesquisa BTG/Nexus

BTG/Nexus: Flávio marca 50,3% dos válidos e Lula 49,7% a seis dias do 2º turno

Empate técnico na última rodada antes da votação: a vantagem do senador caiu de quatro pontos para menos de um.

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Flávio Bolsonaro, de terno cinza e gravata azul, fala ao microfone no plenário da Câmara dos DeputadosLula, de blazer azul e camisa branca, fala com um megafone vermelho e branco em um salão iluminado de vermelho, com apoiadores ao fundo
Flávio Bolsonaro (à esquerda) e Lula, candidatos no 2º turnoFotos: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados (à esq.) e Ricardo Stuckert/PR (à dir.)

A última pesquisa BTG Pactual/Nexus antes do segundo turno mostra um país dividido ao meio. Divulgado nesta segunda-feira (19), o levantamento dá ao senador Flávio Bolsonaro (PL) 50,3% dos votos válidos e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 49,7%, uma diferença de 0,6 ponto percentual, menor que a margem de erro. A votação está marcada para 25 de outubro, daqui a seis dias.

Os números da rodada

Na pergunta estimulada, em que o entrevistado vê a lista de candidatos, Flávio aparece com 46,5% e Lula com 45,9%. Votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois 4,7% dos ouvidos, e 2,9% não souberam ou não quiseram responder.

Em relação à rodada da semana passada, o movimento foi de aproximação. Flávio tinha 48% e perdeu 1,5 ponto; Lula tinha 45% e ganhou 0,9. Nos votos válidos, que descartam brancos, nulos e indecisos, Flávio recuou de 52% para 50,3%, e Lula avançou de 48% para 49,7%. Há uma semana, portanto, a distância entre os dois era de quatro pontos; agora é de menos de um.

Na pesquisa espontânea, sem apresentação de nomes, o cenário é de igualdade numérica: Lula tem 44,5% e Flávio, 44,5%. O senador estava em 46% e o presidente, em 44% na rodada anterior. Nessa modalidade, 4,7% escolhem nenhum, branco ou nulo e 6,2% não sabem ou não responderam.

Rejeição e potencial de voto

A rejeição a Lula, o percentual de eleitores que afirmam não votar nele de jeito nenhum, caiu para 47,8%, contra cerca de 51% na semana passada. A de Flávio ficou praticamente estável: 46,8%, ante 47% antes. O presidente continua sendo o mais rejeitado dos dois, mas a diferença encolheu para um ponto.

O chamado potencial de voto, que mede quem poderia votar em cada candidato, também ficou colado: Lula foi de 49% para 50,1%, e Flávio, de 50% para 50,1%.

Voto decidido e eleitor que pode mudar

Dos entrevistados, 90,9% dizem que o voto está definido e não mudará, contra 92,4% na rodada anterior. Outros 8,4% admitem a possibilidade de mudar de ideia, e 0,7% não souberam responder. Entre os que ainda podem trocar de lado, 14,9% apontam Lula como alternativa e 7,1% citam Flávio, segundo o resultado divulgado.

Avaliação do governo

A aprovação do trabalho do presidente subiu de 45,3% para 47,2%, enquanto a desaprovação foi de 50% para 48,8%. Não souberam opinar 4,1%.

Na avaliação do governo, 14,7% o consideram ótimo e 17,7% bom, somando 32,4% de avaliação positiva. Para 23,6%, a gestão é regular, e 42,9% a veem como ruim (5,8%) ou péssima (37,1%). Na rodada anterior, o grupo que classificava como regular era de 20%.

O ponto de partida: o primeiro turno

Os números atuais ficam perto do resultado das urnas em 4 de outubro. No primeiro turno, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, ou 56.104.503 votos, e Lula teve 45,16%, ou 53.879.538 votos. Desde então, outras sondagens também apontaram disputa apertada, como a do PoderData/Aya divulgada em 16 de outubro, que registrou empate em 50% dos votos válidos para cada candidato.

Como foi feita a pesquisa

A Nexus ouviu 2.002 eleitores com mais de 16 anos, por telefone, entre sexta-feira (16) e domingo (18), em todas as 27 unidades da federação. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de confiança. O levantamento foi contratado pelo BTG Pactual e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04499/2026.

O período de coleta inclui o domingo do primeiro debate do segundo turno, realizado pela Band em São Paulo. Como as entrevistas se estenderam por três dias, os números não permitem medir, sozinhos, o efeito do confronto sobre o voto. Com margem de erro de dois pontos, a diferença entre os candidatos não permite apontar um líder: os dois estão tecnicamente empatados.

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