Pular para o conteúdo

Paris mantém toque de recolher pela 2ª noite e prepara megaoperação para sábado

Medida vale das 23h às 6h na Place de la République e em Les Halles; premiê Sébastien Lecornu promete efetivo enorme contra novos atos.

WhatsApp Facebook X Telegram
Retrato de Sébastien Lecornu, de terno azul-marinho e gravata, diante das bandeiras da França e da União Europeia
Foto de arquivo: Sébastien Lecornu, primeiro-ministro da FrançaFoto: GautierGadriot (CC BY-SA 4.0)

Resumo

  • Paris renovou o toque de recolher das 23h às 6h em duas áreas centrais, pela segunda noite seguida.
  • Lyon e Marselha também têm restrições; soldados da operação Sentinelle vão vigiar locais sensíveis.
  • Estudantes e coletes amarelos marcaram novos protestos para sábado (24).

As autoridades da França renovaram nesta terça-feira (20), pela segunda noite consecutiva, o toque de recolher em duas áreas do centro de Paris: a Place de la République e a região comercial de Les Halles. A restrição vale das 23h às 6h (de 18h à 1h no horário de Brasília). Os dois pontos concentraram os confrontos mais graves dos protestos do último fim de semana.

A polícia da capital também vetou qualquer aglomeração sem autorização a partir das 20h desta terça até a madrugada de quarta-feira (21) em locais considerados estratégicos. A lista inclui a avenida Champs-Élysées, as estações de trem e as sedes da Presidência e do Parlamento.

Polícia diz que medida funcionou

Segundo a polícia de Paris, o toque de recolher da primeira noite ajudou a devolver a calma às ruas, e a regra seguirá em vigor pelo tempo que for preciso. A restrição de horário, no entanto, não alcança outros pontos atingidos no sábado, como a Champs-Élysées, o entorno da estação Saint-Lazare e partes da Rue de Turbigo, onde manifestantes ergueram barricadas e puseram fogo em objetos.

A medida se espalhou pelo país. Em Lyon, o centro da cidade voltou a ter toque de recolher, das 21h às 6h, e o governo local informou que a noite anterior passou sem incidentes. Em Marselha, a segunda maior cidade francesa, menores de idade sem a companhia de um adulto ficam proibidos de circular à noite a partir desta terça.

Soldados nas ruas

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu afirmou aos deputados franceses, na Assembleia Nacional, que o governo monta uma operação de segurança de grande porte para o sábado (24), quando há novos atos convocados. “O efetivo mobilizado no próximo sábado será enorme”, declarou. Ele não informou quantos agentes estarão nas ruas.

O ministro do Interior, Laurent Nuñez, contou aos parlamentares que militares da operação Sentinelle vão passar a guardar locais sensíveis. Essa força foi criada para prevenir atentados depois dos ataques do grupo Estado Islâmico em 2015. A ideia é liberar policiais e gendarmes, uma força com funções policiais e militares, para cuidar das manifestações.

Quem convoca os atos

A nova jornada de sábado foi chamada por sindicatos de estudantes e por grupos ligados aos coletes amarelos, movimento que tomou as ruas da França em 2018 e 2019 contra o preço dos combustíveis. A onda atual começou como um protesto de estudantes e chegou a levar 500 mil pessoas às ruas.

O primeiro-ministro culpa a extrema esquerda pelo que chamou de “plano de insurreição”. No fim de semana, em pronunciamento na TV, o presidente Emmanuel Macron disse que nada justifica a violência e cobrou respostas do ministro do Interior.

FrançaParisSébastien LecornuProtestosProtestos na França

Siga o Fato em Dia YouTube Instagram TikTok

Direitos de imagem: se você é autor de uma imagem ou vídeo desta notícia, fale com a gente.

Encontrou um erro ou tem uma sugestão de pauta? Fale com a redação.

Mais sobre o assunto

Últimas de Mundo

Ver tudo