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Lula vota em São Bernardo e diz que 'nunca viu nada igual' em 50 anos de política

Ao sair de casa, o presidente chamou Flávio Bolsonaro de 'mentiroso'; Datafolha da véspera dá Flávio 51% e Lula 49% dos válidos.

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Lula sorri para a câmera, de terno cinza e gravata vermelha, cercado por outras pessoas dentro do Senado Federal
Foto de arquivo: O presidente Lula chega ao Senado Federal para a promulgação de emendas constitucionaisFoto: Carolina Curi/Agência Senado

Resumo

  • Lula votou em São Bernardo do Campo (SP) com Janja, o vice Geraldo Alckmin, Haddad, Tebet e Marina Silva.
  • Disse que 'nunca viu nada igual' em 50 anos de política e chamou Flávio Bolsonaro de 'miliciano'.
  • As urnas fecham às 17h; o Datafolha da véspera dá Flávio 51% e Lula 49% dos votos válidos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) votou na manhã deste domingo (25) no município paulista de São Bernardo do Campo, onde tem domicílio eleitoral, no segundo turno da disputa com o senador Flávio Bolsonaro (PL). Ele chegou à cidade por volta das 9h. A seção fica numa escola estadual do município, a Dr. João Firmino Correia de Araújo, e Lula foi votar com Janja, com o vice Geraldo Alckmin (PSB), com os ex-ministros Fernando Haddad (PT), Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) e com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Antes, parou para falar com apoiadores e jornalistas na saída de casa.

O que Lula disse antes de votar

Aos 80 anos, Lula comparou a campanha deste ano às anteriores. “Eu estou com 80 anos, participo da vida política há 50. Já participei da campanha de 89, participei de todas as campanhas presidenciais. Eu, sinceramente, nunca vi nada igual”, afirmou. Ele lembrou atos de apoio realizados em cinco estados (Bahia, Pernambuco, Maranhão, Pará e Minas) e o ato de sábado (24) na Avenida Paulista. “Acho que a Avenida Paulista nunca recebeu a quantidade de gente participando de um ato público”, disse.

O presidente disse que estava emocionado e que votaria “agradecido ao povo brasileiro”. “O que o povo fez comigo nesses dias é uma coisa que não tenho como pagar. É muita generosidade, é muito carinho, é muito amor. Eu serei eternamente grato”, declarou.

Em seguida, atacou o adversário. “Nós estamos disputando as eleições com um cidadão chamado mentira. Ele não é capaz de dizer uma verdade”, afirmou, e completou: “Por isso que eu acho que o povo não vai eleger um mentiroso”. A fala é uma acusação do presidente, feita a jornalistas, e não uma conclusão de órgão de checagem ou da Justiça Eleitoral.

O que disse depois de votar

Na entrevista depois do voto, Lula subiu o tom. “Nunca imaginei disputar uma eleição com uma pessoa desqualificada moralmente, eticamente”, disse, e chamou o adversário de “miliciano”. Também citou a relação atribuída a Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro. São acusações de campanha, sem decisão judicial que as sustente; Flávio não havia respondido publicamente a essas falas até a última atualização desta matéria.

O presidente chamou os apoiadores que foram às ruas no segundo turno de “exército da democracia” e disse que a mobilização não dependeu de partido nem de sindicato. “Se eu ganhar, eu só devo ao povo brasileiro”, afirmou. Ele condenou a violência política e citou a agressão sofrida na noite de sábado (24) pela vereadora Iara Pimentel (PT), de Montes Claros (MG), durante uma carreata de apoio à campanha dele. E pediu convivência entre quem pensa diferente: “O vizinho não precisa torcer para o mesmo time, mas não precisa brigar”.

Geraldo Alckmin, que acompanhou o voto, disse ter “muita confiança” na vitória.

O que Flávio disse mais cedo

Flávio Bolsonaro votou mais cedo, por volta das 8h20, em Vila Isabel, no Rio de Janeiro. Ao sair, disse que “chegou a hora da mudança de verdade” e descreveu a campanha como “leve, limpa”, como mostra a matéria sobre o voto dele.

O que está em jogo, em números

A eleição chega ao fim com a disputa mais apertada de um primeiro turno presidencial desde a redemocratização. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, em 4 de outubro Flávio teve 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%, uma diferença de 1,87 ponto percentual.

Na véspera do segundo turno, o Datafolha, divulgado no sábado (24), apontou Flávio com 51% dos votos válidos e Lula com 49%. Como a diferença está dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais, trata-se de empate técnico. Os detalhes estão nesta matéria.

O que a vitória significaria para Lula

Lula foi eleito presidente em 2002, 2006 e 2022. Se vencer neste domingo, terá o quarto mandato. A conta é simples: dois mandatos entre 2003 e 2010, um entre 2023 e 2026 e um quarto até 2030 somariam 16 anos no Palácio do Planalto.

A campanha dele chega à reta final com uma bandeira aprovada no Congresso. A emenda constitucional que acaba com a escala 6x1, promulgada em sessão solene do Congresso, é uma das vitrines do governo, como mostra a matéria sobre a promulgação.

Até quando dá para votar e como acompanhar

As seções eleitorais funcionam das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Quem já estiver na fila às 17h recebe senha e pode votar. Depois desse horário, quem chega não vota.

Os primeiros números começam a sair depois do fechamento das urnas. A apuração do presidente pode ser acompanhada em tempo real na página de apuração do Fato em Dia, que mostra o total nacional e a situação por estado. O dado oficial está no site de resultados do TSE.

O que ainda falta saber

Lula deve acompanhar a apuração na capital paulista, e Flávio, em Brasília. O texto será atualizado quando o TSE divulgar os números nacionais.

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