Dólar fecha a R$ 4,99 e Ibovespa sobe 0,47% no último pregão antes do 2º turno
Moeda recua 0,97% e acumula queda na semana; índice da B3 encerra aos 205.082 pontos com petróleo em alta e mercado atento ao debate da Globo.

Resumo
- O dólar à vista fechou a sexta (23) em queda de 0,97%, a R$ 4,9896, abaixo de R$ 5.
- O Ibovespa subiu 0,47%, aos 205.082,56 pontos, mas perdeu 0,17% na semana.
- Datafolha mostrou empate em 50% a 50% nos votos válidos entre Flávio Bolsonaro e Lula; o debate da Globo é à noite.
O dólar encerrou esta sexta-feira (23) abaixo de R$ 5, e o Ibovespa fechou em alta, no último pregão antes do segundo turno da eleição presidencial. A moeda americana à vista recuou 0,97% e terminou cotada a R$ 4,9896. Na semana, a queda foi de cerca de 1,6%; no ano, a moeda americana acumula queda de 9,10%. O contrato futuro para novembro, o mais negociado na B3, perdia 1,21% às 17h06, a R$ 5,0010.
Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 0,47% e chegou aos 205.082,56 pontos. Na máxima do dia, tocou 205.757,04 pontos; na mínima, 203.428. Mesmo com o ganho de hoje, o indicador cedeu 0,17% na semana. O volume financeiro foi de R$ 45,52 bilhões, abaixo da média diária de R$ 58,11 bilhões do último mês.
O que moveu os preços
Durante a maior parte do pregão, os negócios andaram perto da estabilidade. A virada para o lado positivo veio à tarde, quando investidores fizeram as últimas apostas antes do domingo. Pesava nas mesas a aposta numa vitória de Flávio Bolsonaro (PL), senador, contra Lula (PT), presidente, embora novos levantamentos mostrassem reação da campanha do petista.
O especialista de mercado Felipe Sant’Anna, do grupo Axia, disse que os operadores estavam “montando posição final acreditando na vitória do Flávio, em um movimento coordenado pela ideia de que ninguém quer ficar de fora”. Segundo ele, “quanto mais a Bolsa sobe, mais são acionados gatilhos de compra”.
A corrida segue apertada. O Datafolha divulgado na noite de quinta-feira (22) apontou empate técnico em 50% a 50% dos votos válidos entre Flávio e Lula; na semana anterior, o senador aparecia com 51%, contra 49% do presidente. O resultado numérico aumentou a cautela entre os investidores, avaliou Edgar Araújo, da Azumi Investimentos. Novas pesquisas estão previstas para sábado (24), e na noite desta sexta os candidatos se enfrentavam no debate da TV Globo, o último da campanha.
Petróleo, bancos e exterior
O petróleo Brent subiu cerca de 3%, e o minério de ferro avançou 0,6% em Dalian, o que ajudou Petrobras e Vale. Entre os bancos, o Banco do Brasil teve alta de 3,34%, o Itaú Unibanco subiu 0,63% e o BTG Pactual, 0,45%; o Santander Brasil caiu 0,79%.
O Bradesco divulgou o balanço do terceiro trimestre, com lucro líquido recorrente de R$ 7,1 bilhões, alta de 14,6% sobre o mesmo período de 2025, em linha com as projeções do mercado. As ações reagiram mal no início, mas as preferenciais fecharam em alta de 0,74% e as ordinárias, de 0,84%. O presidente-executivo do banco, Marcelo Noronha, afirmou que observa pressão na inadimplência e no crédito no sistema financeiro.
Lá fora, o dia foi mais negativo: o S&P 500 caiu 0,52%, e o rendimento do título de 10 anos do Tesouro americano e os preços do petróleo subiram.
O que vem pela frente
Depois do primeiro turno, em que Flávio liderou a votação, o Ibovespa saltou 7,7%. Em outubro, o fluxo de capital estrangeiro voltou: a entrada líquida somou R$ 20,157 bilhões até o dia 21, e metade dela veio no primeiro pregão após a votação. Segundo o Termômetro Broadcast Bolsa, 66,67% dos participantes esperam alta do índice na semana que vem, contra 50% na pesquisa anterior.
Há consenso, porém, num ponto: a abertura dos mercados na segunda-feira (26) deve ser de forte volatilidade, independentemente de quem vença. Uma pesquisa do Citi com investidores institucionais também aponta expectativa de grandes oscilações para bolsa, dólar e juros assim que o próximo presidente for definido.
A prévia da inflação oficial, o IPCA-15, subiu 0,32% em outubro, com alta de 4,62% em 12 meses, como o site mostrou mais cedo.
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