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Mercado

Ibovespa sobe 0,54% com Petrobras em recorde; dólar cai a R$ 5,07 e sobe na semana

Bolsa fecha aos 205.430 pontos e interrompe três quedas seguidas; na semana, o índice recua 1,74% e a moeda americana avança 1,77%.

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Sede da Petrobras, edifício de fachada em blocos, no centro do Rio de Janeiro, sob céu azul com nuvens
Sede da Petrobras, no Rio de JaneiroFoto: Marinelson Almeida Silva/Flickr (CC BY 2.0)

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta sexta-feira (16) em alta de 0,54%, aos 205.430,33 pontos, e interrompeu uma sequência de três quedas seguidas. O dólar à vista terminou o dia a R$ 5,0735, em baixa de 0,26%. Mesmo com o alívio do dia, a semana foi de perdas para a Bolsa, que recuou 1,74%, e de ganhos para a moeda americana, que subiu 1,77% frente ao real.

Petrobras puxa a alta

O principal motor do pregão foi a Petrobras. As ações ordinárias (PETR3) subiram 3,53%, a R$ 66,49, e as preferenciais (PETR4) avançaram 3,28%, a R$ 59,24. Com isso, a estatal passou a valer R$ 819,9 bilhões na Bolsa, o maior valor de mercado de sua história e o sétimo recorde desde o início do mês. Como a empresa responde por cerca de 13,5% do índice, o salto bastou para segurar o Ibovespa no azul.

O papel acompanhou o petróleo. O Brent, referência internacional, fechou em alta de 3,72%, a US$ 109,86 o barril, e acumulou ganho de 4,9% na semana. O WTI, negociado nos Estados Unidos, subiu 2,61%, a US$ 99,02, com avanço de 7,8% no período. Os preços ganharam força à tarde, depois de relatos de que uma refinaria russa, a de Ryazan, suspendeu uma de suas principais unidades após ataque de drone na quinta-feira (15). Investidores também seguiram atentos a hostilidades contra navios no Mar Vermelho e no Estreito de Ormuz.

Quem subiu e quem caiu

Fora da Petrobras, o dia foi misto. A maior alta do índice foi a do Magazine Luiza (MGLU3), de 6,93%, a R$ 11,11, em parte como reação à parceria com a Shopee. A maior queda foi a da CSN (CSNA3), de 3,51%, a R$ 5,77. A Vale (VALE3) recuou 0,32%, a R$ 66,21, na contramão do minério de ferro, e o Índice Financeiro (IFNC) perdeu 0,59%.

Dólar: eleição no radar

No câmbio, o dólar interrompeu uma sequência de três altas, em dia de ajuste técnico e de enfraquecimento da moeda americana no exterior. Por volta das 17h, o índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas, caía 0,25%, aos 101.807 pontos.

Dentro do país, o mercado olhou para a reta final da eleição presidencial. A pesquisa CNT/MDA para o segundo turno mostrou Flávio Bolsonaro (PL) com 46,8% e Lula (PT) com 45,9%, empate técnico dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais. Considerando só os votos válidos, seriam 50,5% a 49,5%. Na pesquisa Futura Inteligência, também divulgada na sexta, Flávio tem 49% e Lula, 47,5%.

“O foco do mercado doméstico concentrou-se na reta final da eleição presidencial”, disse Emerson Junior, da Convexa Investimentos, que citou a redução da vantagem de Flávio e a expectativa pela sabatina na TV Globo.

Atividade e Wall Street

O dado de atividade ficou em segundo plano. O Banco Central informou que o IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, subiu 0,3% em agosto, acima dos 0,12% esperados pelo mercado. Em 12 meses, a alta é de 1,6%. No trimestre encerrado em agosto, porém, houve queda de 0,6% sobre o trimestre até maio.

No exterior, o dia foi ruim. Em Nova York, as bolsas fecharam em forte queda, e o Nasdaq caiu cerca de 2%, na pior semana desde junho, pressionado por dúvidas sobre os investimentos em inteligência artificial. As ações da CoreWeave despencaram 11,91%, por temor de que a empresa se endivide demais para expandir a infraestrutura de IA. O índice VIX, o “índice do medo”, subiu 21,93% e fechou em 20,15 pontos, o maior nível desde 10 de junho. A inflação ao consumidor e ao produtor nos Estados Unidos veio acima do esperado em setembro, e o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, disse que o banco vai reavaliar o cenário em outubro e dezembro antes de decidir os juros.

O que muda para o bolso

Para quem compra produtos importados ou depende de insumos em dólar, a semana foi mais cara: a moeda subiu 1,77% mesmo depois do recuo de sexta. O petróleo perto de US$ 110 o barril é um ponto de atenção para os preços dos combustíveis nas próximas semanas.

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