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Diesel sobe 6,67% na 1ª quinzena de outubro e litro chega a R$ 7,20

Alta acompanha o petróleo acima de US$ 111; no Sul, o diesel comum subiu 11,7% na comparação com a quinzena anterior.

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Quatro bicos de bomba de combustível, dois amarelos e dois verdes, encaixados na bomba de um posto
Bicos de bomba em posto de combustível — Imagem ilustrativaFoto: IADE-Michoko/Pixabay

Resumo

  • Diesel comum subiu 6,67% na 1ª quinzena de outubro ante a 2ª de setembro, aponta o IPTL
  • S-10 avançou 5,07%, a R$ 7,46; no ano, o diesel comum acumula alta de 15,2%
  • Governo ampliou subvenção ao diesel importado para R$ 3,52 por litro, por 30 dias

Quem abasteceu caminhão, ônibus ou picape a diesel nas duas primeiras semanas de outubro pagou bem mais caro. O litro do diesel comum chegou, em média, a R$ 7,20 nos postos do país, valor 6,67% acima do registrado na segunda metade de setembro. Os números estão no Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento feito nas bombas de todo o Brasil e divulgado nesta terça-feira (20).

O diesel S-10, que abastece a frota mais nova, também subiu: avançou 5,07% e passou a custar R$ 7,46 por litro, em média. Entre os outros combustíveis, o movimento foi bem mais fraco. O etanol teve alta de 2,38%, para R$ 4,31, e a gasolina ficou quase parada, com variação de 0,15%, a R$ 6,73.

Petróleo no maior nível em cinco meses

O salto acompanha a escalada do petróleo no mercado internacional, puxada pela guerra no Oriente Médio, que ameaça a oferta mundial. Nesta terça, o barril do Brent, usado como referência global, passou de US$ 111, o patamar mais alto em cinco meses.

O Brasil sente esse efeito de forma mais direta no diesel porque as refinarias nacionais não dão conta de todo o consumo interno, e o país depende de importações. Em agosto, o produto importado respondeu por 23,14% das vendas de diesel A, segundo dados da ANP, a agência reguladora do setor. Assim, cada alta lá fora tende a aparecer na bomba aqui.

No acumulado de 2026, o diesel comum já subiu 15,2%: em janeiro, o litro saía por R$ 6,25. O preço atual, ainda assim, fica abaixo do recorde do ano, alcançado em abril, quando a média mensal bateu R$ 7,51.

Onde subiu mais

O Sul teve as maiores altas da quinzena. Na região, o diesel comum ficou 11,70% mais caro, a R$ 6,97, e o S-10 avançou 7,50%, a R$ 7,17. Entre os estados, o Paraná liderou o aumento do diesel comum, com 12,66%, e o litro chegou a R$ 6,94.

No Centro-Oeste, o diesel comum subiu 6,97%, a R$ 7,21, e o S-10 teve alta de 7,02%, chegando a R$ 7,62, a média regional mais alta para esse tipo. O Norte segue com os combustíveis mais caros do país: o diesel comum custa em média R$ 7,75 e o S-10, R$ 7,80.

O litro de diesel comum mais salgado do país está em Roraima (R$ 8,19), e Minas Gerais, o mais barato, a R$ 6,91. O Acre registrou a maior queda do diesel comum na quinzena, de 1,60%, mas o litro continua perto de R$ 8. No S-10, o Acre também lidera o preço, com R$ 8,30, e o Rio Grande do Sul tem o menor valor, R$ 6,95.

Subsídio ampliado

Para segurar o repasse, o governo federal aumentou na semana passada a subvenção paga ao diesel importado, que passou de R$ 2,12 a R$ 3,52 a cada litro, inicialmente por 30 dias. O benefício existe desde maio. Segundo o Ministério da Fazenda, a manutenção em outubro se explica pela “persistente volatilidade dos preços internacionais do petróleo”.

Por que isso importa para o bolso

O diesel move o transporte de cargas, as máquinas do campo e boa parte da indústria. Quando ele sobe, o custo do frete e da produção aumenta, e parte dessa conta costuma chegar ao preço final de alimentos e outros produtos nas prateleiras.

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