Pular para o conteúdo
Mercado de petróleo

Petróleo Brent fecha a US$ 109,86 e atinge maior valor desde maio

Tensão no Oriente Médio e ataques a refinarias russas empurram o barril; EUA abrem troca de até 17 milhões de barris da reserva

WhatsApp Telegram Facebook X
Plataforma de petróleo P-51 da Petrobras no mar, com dois rebocadores ao lado, sob céu azul
Plataforma P-51 da Petrobras, na Bacia de Campos — Imagem ilustrativaFoto: Divulgação Petrobras/Agência Brasil (CC BY 3.0 BR)

O barril de petróleo terminou esta sexta-feira (16) no preço mais alto em cinco meses. O Brent, usado como referência no mercado internacional, ganhou US$ 3,94 (3,7%) no dia e fechou cotado a US$ 109,86, nível que não era visto desde 19 de maio. Somada a semana inteira, a alta do Brent chega a 4,9%.

WTI também sobe

No mercado americano, o contrato mais próximo do WTI subiu US$ 3,44 (3,5%) e terminou a sessão em US$ 101,41 por barril. É a maior cotação desde 17 de setembro. A alta das duas referências no mesmo dia mostra que a pressão sobre os preços vem de mais de uma frente.

O que está puxando os preços

O primeiro motivo é o medo de que a guerra no Oriente Médio se espalhe. Para a consultoria Energy Aspects, o mercado reagiu a notícias de possíveis ataques contra instalações de energia da Arábia Saudita. A coalizão comandada pelos sauditas disse ter abatido um míssil balístico que tinha como alvo Yanbu, porto saudita no Mar Vermelho. A cidade é importante porque dá ao país uma saída para exportar óleo sem passar pelo Estreito de Ormuz. A Rapidan Energy Group afirmou que, pelas informações iniciais, o porto não foi atingido.

Outro ponto de tensão veio de Israel: jornais do país noticiaram que o Irã poderia estar se preparando para um ataque preventivo, após agências de inteligência do Ocidente detectarem movimentos militares fora do comum. Nada disso foi confirmado, mas a notícia deixou os investidores mais cautelosos.

Diesel e a guerra na Ucrânia

O segundo motivo é a oferta de combustíveis. Na quinta-feira (15), drones ucranianos atingiram uma refinaria russa pouco depois de o presidente Volodymyr Zelensky dizer que a Ucrânia deixaria de respeitar a trégua para instalações de energia, acertada com mediação do presidente dos EUA, Donald Trump. Com o ataque, a refinaria de Ryazan parou uma unidade de destilação primária, segundo duas fontes do setor. Essa é a primeira fase do refino, em que o óleo cru é aquecido e separado em produtos como diesel e gasolina.

Dennis Kissler, vice-presidente sênior de operações da BOK Financial, avalia que a soma do risco no Oriente Médio com a incerteza sobre o volume de diesel que a Rússia poderá exportar tem levado investidores a comprar petróleo.

Reservas estratégicas entram em campo

Os governos tentam aliviar a falta de oferta. Na quinta, a Agência Internacional de Energia (AIE) aprovou a liberação de mais de 20 milhões de barris de combustíveis. Nesta sexta, o Departamento de Energia dos Estados Unidos abriu uma consulta a empresas interessadas em uma troca de até 17 milhões de barris da Reserva Estratégica de Petróleo, o estoque de emergência que o governo americano guarda para casos de falta de abastecimento.

O que isso significa

O preço internacional do petróleo é uma das referências para o custo dos combustíveis em muitos países, e por isso o movimento é acompanhado de perto por governos, empresas e consumidores. A trajetória nos próximos dias dependerá de dois pontos: se o conflito no Oriente Médio se ampliar ou ficar contido e se a Rússia conseguir manter o fornecimento de diesel apesar dos ataques às refinarias.

PetróleoBrentOriente MédioDieselCombustíveisPetróleo e combustíveis

Receba as notícias do Fato em Dia. Inscreva-se no canal e acompanhe as atualizações.

Direitos autorais: se você é autor de alguma imagem, fale com a gente; trocamos em até 24 h.

Encontrou um erro ou tem uma sugestão de pauta? Fale com a redação.

Últimas de Economia

Ver tudo