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Polícia Civil de SP pede prisão de 8 adultos e apreensão de 2 adolescentes por mortes

Quatro dos 17 casos de corpos achados em SP desde setembro foram esclarecidos pelo DHPP; as demais investigações seguem abertas.

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Fileira de viaturas pretas e brancas da Polícia Civil de São Paulo estacionadas em uma praça com árvores e prédios ao fundo
Foto de arquivo: Viaturas da Polícia Civil de São Paulo enfileiradas em uma praçaFoto: Governo do Estado de São Paulo (CC BY 2.0)

Resumo

  • A Polícia Civil de São Paulo pediu a prisão de oito adultos e a apreensão de dois adolescentes suspeitos de quatro dos 17 homicídios de corpos achados desde setembro.
  • Os casos esclarecidos são conduzidos pelo DHPP; o delegado-geral mandou reforçar as investigações com equipes de outros três departamentos.
  • A Secretaria da Segurança Pública diz não haver elementos que liguem os crimes nem indício de serial killer.

Na sexta-feira (23), a Polícia Civil paulista solicitou à Justiça mandados contra dez pessoas: oito adultos, para quem quer a prisão, e dois adolescentes, que devem ser apreendidos. Eles são suspeitos de envolvimento na morte de quatro vítimas, que integram a lista de 17 corpos achados na capital e na Grande São Paulo de 5 de setembro a 22 de outubro, sequência que levou o delegado-geral a reforçar as equipes de investigação.

O que a polícia informou

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o DHPP, departamento que cuida de homicídios na capital, deu por esclarecidos esses quatro casos. O número de suspeitos varia de caso a caso: um dos assassinatos tem quatro apontados, outro tem três, o terceiro tem dois e o último, um único autor.

Até o último balanço oficial, não havia notícia de que algum dos procurados estivesse preso. Os nomes não foram divulgados, e por isso não foi possível ouvir a defesa deles.

O secretário Osvaldo Nico Gonçalves disse que o delegado-geral, Artur Dian, determinou que outros três departamentos mandassem equipes para ajudar nas demais apurações. “Esses quatro casos já foram elucidados pelo DHPP, que segue trabalhando para identificar a autoria e prender os responsáveis por cada um dos demais crimes”, afirmou.

O balanço dos 17 casos

São 14 corpos encontrados na capital, sob responsabilidade do DHPP, e três em municípios vizinhos (Diadema, São Bernardo do Campo e Itapecerica da Serra), cujas delegacias locais cuidam das investigações. Entre as 14 vítimas da capital há 12 homens e duas mulheres, e a polícia já sabe quem são todas elas.

As vítimas apresentavam marcas de tortura e de execução. Algumas foram deixadas amarradas e em sacos plásticos, outras tiveram o corpo esquartejado ou decapitado, e houve ainda casos de morte a tiros. Algumas delas já tinham passagem pela polícia, por tráfico de drogas e por sequestro.

A tese de ligação entre os crimes

A SSP sustenta que cada um dos 17 casos é apurado separadamente e que nada indica autoria única ou ação de um serial killer, hipótese que se espalhou pelas redes sociais. Segundo a pasta, encontrar corpos embalados em plástico ou em tecido não é argumento suficiente para relacionar as mortes.

“Cada um tem sua investigação. Tem casos com prisão preventiva decretada. Tem casos que nós já estamos com seis suspeitos também de ter praticado esse tipo de crime. Então eu não vejo ligação entre um caso e outro”, declarou o secretário.

Entre policiais, uma das linhas avaliadas é que parte dos homicídios esteja associada ao “tribunal do crime”, em que facções como o PCC julgam e executam quem quebra as regras impostas por elas. A hipótese não explica todos os casos.

A leitura de uma magistrada

Para a desembargadora Ivana David, do TJ-SP, o intervalo curto entre as mortes chama atenção. ”(…) a impressão que a gente tem de tudo que a gente estuda e conhece é que estão desafiando o sistema de segurança e o sistema de justiça”, disse à TV Globo.

Duas mortes ficam fora da lista

A SSP informou ainda que duas mortes de quinta-feira (22), uma na Zona Oeste e outra na Zona Leste, não estão entre os homicídios do DHPP. O 7º Distrito Policial, na Lapa, e o 69º DP, em Teotônio Vilela, tratam os dois casos como mortes suspeitas, já que não havia sinais visíveis de violência nos corpos. Só os laudos periciais vão definir a causa.

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