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PF e Paraguai encerram fase da Nova Aliança com 93 hectares de maconha erradicados

Em duas semanas na região de Amambay, a operação conjunta destruiu 149 acampamentos e mais de 143 toneladas da droga já processada.

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Helicóptero cinza da Polícia Federal, com a inscrição Federal, pousado em meio a uma plantação de maconha cercada de árvores
Helicóptero da Polícia Federal pousado sobre plantação de maconha durante a operação, na região de AmambayFoto: Divulgação/PF

Resumo

  • PF e a Senad, órgão antidrogas do Paraguai, encerraram nesta sexta (23) a 58ª fase da Operação Nova Aliança.
  • Foram 93 hectares erradicados, 149 acampamentos destruídos e 143.850 kg de maconha pronta eliminados.
  • A PF estima em cerca de 423 toneladas o volume que deixou de chegar ao tráfico.

A Polícia Federal (PF) e a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad) encerraram nesta sexta-feira (23) a 58ª fase da Operação Nova Aliança, uma ofensiva conjunta contra o cultivo de maconha na fronteira entre os dois países. A ação começou em 12 de outubro e se concentrou na região de Amambay, no lado paraguaio da fronteira.

Em quase duas semanas de trabalho, as equipes erradicaram 93 hectares de plantações ilegais, destruíram 149 acampamentos clandestinos usados por quem cuida das roças e eliminaram 143.850 quilos de maconha já pronta para o consumo. Os números constam do balanço divulgado pela PF.

O que os números significam

Além da droga que já estava colhida e processada, a PF faz uma conta sobre o que as roças destruídas ainda iriam render. Somando as duas coisas, a polícia estima que aproximadamente 423 toneladas de maconha deixaram de entrar na cadeia de produção e distribuição do narcotráfico. A diferença entre esse total e a droga pronta, cerca de 279 toneladas, corresponde à produção estimada das áreas que foram arrancadas e queimadas.

Para dar uma ideia de escala, 93 hectares equivalem a cerca de 930 mil metros quadrados. Os 149 acampamentos mostram que a produção depende de uma estrutura permanente no meio do mato, com abrigo e mão de obra no local.

Como a operação funciona

Segundo integrantes da PF, a faixa de fronteira com o Paraguai é a principal porta de entrada da maconha que chega ao Brasil. A droga cruza a divisa em Mato Grosso do Sul e segue para outros estados, como Goiás, São Paulo e Rio de Janeiro, e para o Distrito Federal, abastecendo facções criminosas.

A operação combina apoio aéreo e terrestre. Aeronaves sobrevoam as áreas de cultivo, e as equipes que descem em solo cortam e queimam as plantações encontradas. A foto divulgada pela PF mostra um dos helicópteros usados na ação, pousado no meio de uma roça. Outra imagem do balanço mostra um dos acampamentos em chamas.

Uma parceria de 14 anos

A Nova Aliança foi criada em 2012 e é tratada pela PF como uma das principais iniciativas de cooperação entre o Brasil e o Paraguai contra o tráfico de drogas e o crime organizado que atua dos dois lados da fronteira. As fases se repetem ao longo do ano, e esta foi a 58ª da série. A PF afirma que o objetivo é enfraquecer a capacidade de produção das organizações criminosas e reforçar a segurança em toda a região.

A destruição das lavouras na origem é uma das estratégias usadas para atingir o caixa dessas organizações, já que a maconha produzida em solo paraguaio abastece o mercado brasileiro. Quanto menos droga chega às cidades, menor é o volume disponível para venda pelas facções, e é nesse ponto que a PF diz concentrar o esforço.

O que vem agora

O balanço desta fase não informa prisões nem apreensão de armas. A PF também não detalhou quando começa a próxima fase da operação. Pelo histórico divulgado pela corporação, a ofensiva é retomada ao longo do ano, sempre em parceria com a Senad e com as autoridades paraguaias, que participam do trabalho nas áreas de cultivo.

A PF não divulgou nomes de alvos nem estimativa de prejuízo financeiro para o tráfico nesta etapa.

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