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FAB intercepta avião da Bolívia em MT; piloto incendeia a aeronave e foge

Cessna sem plano de voo e sem matrícula identificada foi forçado a pousar em Juara; Polícia Federal vai apurar o caso.

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Caça A-29 Super Tucano da Força Aérea Brasileira, em tons de cinza e verde, dentro de um hangar, com neblina baixa sobre o piso
Foto de arquivo: Caça A-29 Super Tucano, modelo usado pela FAB na interceptaçãoFoto: Antonio Milena/Agência Brasil (CC BY 3.0 BR)

Resumo

  • A FAB interceptou nesta sexta (23) um Cessna vindo da Bolívia que voava de forma irregular em Mato Grosso.
  • O piloto fez pouso forçado numa área rural de Juara, incendiou o avião e fugiu para a mata.
  • A Polícia Federal e outras autoridades vão investigar o caso.

A Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou, nesta sexta-feira (23), um avião que entrou no país vindo da Bolívia e voava de maneira irregular sobre Mato Grosso. A perseguição terminou em pouso forçado numa área rural do município de Juara, no noroeste do estado, a cerca de 550 quilômetros de Cuiabá. Segundo a Força, o piloto ateou fogo à própria aeronave e fugiu em direção à mata.

Como foi a interceptação

De acordo com a FAB, o avião era um Cessna branco, que voava sem plano de voo e com a matrícula não identificada. A operação foi coordenada pelo Comando de Operações Aeroespaciais (Comae) e teve o apoio de um E-99, aeronave de alerta aéreo antecipado conhecida como “avião-radar”. O equipamento carrega uma estação de radar e consegue detectar aeronaves mesmo em baixa altitude e em regiões remotas, o que ajuda a acionar os alertas da Defesa Aérea.

Depois que o tráfego suspeito foi localizado, um caça A-29 Super Tucano partiu em seu encalço e o interceptou numa zona rural próxima à Fazenda Monte Azul. Ao perceber a abordagem, o piloto pousou o avião no campo, incendiou o Cessna para destruir possíveis provas e fugiu em direção à mata, conforme o relato da Força.

Vídeos que circulam na internet registram o avião sobre Juara e, em seguida, os restos da aeronave queimando no solo.

Medidas de policiamento do espaço aéreo

A ação integra as chamadas Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo (MPEA), procedimentos em que a Defesa Aérea identifica e aborda aeronaves que não cumprem as regras de circulação no território brasileiro. A operação desta sexta foi feita em conjunto com a Polícia Federal, e a FAB informou que o episódio será apurado pela PF e por outras autoridades competentes.

Segunda ocorrência em dois dias

O caso de Mato Grosso é a segunda interceptação de aeronave irregular feita pela Defesa Aérea em menos de 48 horas. Na manhã de quinta-feira (22), um helicóptero que vinha da Venezuela e voava sem identificação foi abordado em Roraima. Ele voava rente ao solo quando foi detectado, e o piloto de um A-29, acionado pelo Comae, executou os procedimentos de averiguação.

Segundo a FAB, o piloto do helicóptero não colaborou com a Defesa Aérea, pousou à força a uns 100 quilômetros de Boa Vista e fugiu. Um helicóptero H-60 Black Hawk do Esquadrão Pelicano foi enviado ao local e encontrou a aeronave abandonada. Depois, as forças de segurança a destruíram, um procedimento comum quando o equipamento irregular está em área remota ou de difícil acesso, onde a retirada é complicada.

O que ainda não se sabe

Nas informações divulgadas até agora, não constam quem estava a bordo, qual era a carga do avião nem quem é o dono do Cessna, e não há registro de prisão. O Fato em Dia acompanha o caso e atualiza esta matéria quando houver novos dados.

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