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Netanyahu manda fechar a Cisjordânia após tiroteio em Hebron a 4 dias da eleição

Dois atiradores palestinos morreram e ao menos cinco israelenses ficaram feridos; Exército impôs cerco à cidade de Hebron.

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Benjamin Netanyahu, de quipá, terno escuro e gravata vermelha, ao lado do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e de um rabino de barba branca
Foto de arquivo: O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (centro), com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em JerusalémFoto: Embaixada dos EUA em Jerusalém

Resumo

  • Netanyahu mandou o Exército se preparar para fechar a Cisjordânia após tiroteio perto de Hebron.
  • Dois atiradores palestinos foram mortos e ao menos cinco pessoas ficaram feridas, duas em estado crítico.
  • Israel vota na terça-feira (27), na primeira eleição desde o ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023.

Benjamin Netanyahu, premiê de Israel, mandou nesta sexta-feira (23) que o Exército (as Forças de Defesa de Israel, FDI) se prepare para isolar por inteiro a Cisjordânia ocupada. A decisão veio depois de um tiroteio contra um posto de controle militar perto de Hebron, no sul do território, que deixou ao menos cinco pessoas feridas. Não há definição sobre o início da medida nem sobre a sua duração.

O que se sabe sobre o ataque

Segundo as FDI, dois homens armados palestinos abriram fogo contra o posto militar e foram mortos a tiros pelos soldados. Segundo o Magen David Adom, serviço israelense de emergência, duas das vítimas estão em situação crítica. O balanço pode mudar à medida que os hospitais atualizam o estado das vítimas, e ainda não havia informação sobre se os feridos eram militares ou civis.

Vídeos feitos no local mostram um confronto que durou vários minutos, com rajadas de tiros repetidas. Um socorrista israelense chegou a dizer, em registro divulgado por uma agência de notícias, que os disparos já duravam ao menos 20 minutos e que era difícil retirar os feridos da área.

Depois do ataque, o Exército impôs um “cerco total” à cidade de Hebron e seguiu procurando na área possíveis cúmplices dos atiradores. As FDI disseram ter encontrado o veículo usado pela dupla, com “uma grande quantidade” de munição.

As falas do governo e da oposição

O comandante das FDI, general Eyal Zamir, classificou o episódio como “um grave ataque terrorista” e afirmou que a ação rápida dos soldados “impediu um ataque ainda mais grave”. Segundo ele, a munição achada no carro serviria para “realizar um ataque em escala muito maior”. Zamir anunciou novas prisões de suspeitos e a ampliação das operações de inteligência na região.

Netanyahu disse, em comunicado, que Israel vai “perseguir os terroristas do Hamas e aqueles que os enviaram, onde quer que estejam e a qualquer momento”. O Hamas elogiou o ataque em nota, mas não o assumiu.

Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das FDI e principal rival de Netanyahu na eleição, afirmou na rede social X que reza, “junto com todo o povo de Israel”, pela recuperação completa e rápida dos feridos.

Quatro dias antes da votação

O ataque ocorre às vésperas das eleições legislativas de Israel, marcadas para a próxima terça-feira (27), as primeiras depois do ataque de 7 de outubro de 2023, que teve o grupo Hamas na liderança. Netanyahu, que concorre à reeleição, tenta se apresentar como um líder firme em segurança, e a votação é vista como um teste importante para ele.

A campanha israelense também tem reflexos fora do país. Nos últimos dias, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou apoio ao premiê, enquanto o vice, JD Vance, disse que não pretende se envolver na eleição de Israel.

O que ainda não foi definido

Netanyahu afirmou que mandou as FDI se prepararem para o fechamento completo a partir desta sexta-feira, mas, até a publicação desta matéria, não havia detalhes sobre a data de início, a duração nem quais passagens e quais grupos de pessoas serão afetados. Enquanto isso, o Exército israelense mantém o cerco a Hebron e as buscas na região, e o balanço de feridos pode ser atualizado.

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