PF fecha o 2º turno com 86 casos de crimes eleitorais e 74 pessoas conduzidas
Na nota final, violação do sigilo do voto lidera, com 38 registros; no ano, a corporação soma 1.629 inquéritos eleitorais.

Resumo
- A PF registrou 86 casos de possíveis crimes eleitorais no 2º turno e conduziu 74 pessoas.
- Violação do sigilo do voto responde por 38 dos casos; Paraíba (11), Minas (9) e Sergipe (8) lideram.
- Os números são preliminares; em 2026, a PF já abriu 1.629 inquéritos por crimes eleitorais.
A Polícia Federal (PF) encerrou o segundo turno das eleições de 2026 com 86 casos registrados de possíveis crimes eleitorais e 74 pessoas conduzidas aos procedimentos da corporação. O balanço final, divulgado pouco depois do meio-dia desta segunda-feira (26), cobre a votação de domingo (25) e foi fechado às 8h de hoje.
Desse total, 13 casos viraram inquérito policial e 64 foram registrados como termo circunstanciado de ocorrência (TCO), o procedimento usado para crimes de menor potencial ofensivo. Outras seis situações de possível flagrante ainda estavam em análise. A PF avisa que os valores são preliminares e dependem de validação.
O que mais apareceu nos registros
A violação do sigilo do voto foi o problema mais frequente: 38 dos 86 casos, ou 44% do total, envolvem eleitor que teria violado ou tentado violar o segredo da escolha. Em seguida vêm a propaganda eleitoral irregular, com 24 casos (28%), a desordem nos trabalhos eleitorais, com oito (9%), e a desobediência eleitoral, com seis (7%). A nota cita ainda danos a urnas eletrônicas e suspeitas de voto em nome de terceiros, sem informar quantos foram.
Somadas, as quatro categorias numeradas respondem por 76 registros. Os outros dez registros não aparecem detalhados na nota.
Onde ocorreram
A PF registrou casos em 21 unidades da Federação. A lista por estado é esta:
| Estado | Casos |
|---|---|
| Paraíba | 11 |
| Minas Gerais | 9 |
| Sergipe | 8 |
| Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro | 5 cada |
| Alagoas, Espírito Santo e Mato Grosso | 4 cada |
| Acre, Distrito Federal, Piauí, Paraná e São Paulo | 3 cada |
| Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Rio Grande do Norte e Rondônia | 2 cada |
| Santa Catarina | 1 |
Paraíba, Minas e Sergipe concentram 28 registros, cerca de um terço do total. A soma da lista por estado dá 83, três a menos que os 86 casos da contagem geral, e a nota não explica a diferença. Os 83 coincidem com a soma de inquéritos (13), TCOs (64) e flagrantes em análise (6).
Apreensões
Ao longo do segundo turno, o valor apreendido pela PF chegou a R$ 41.420,02, somando bens e dinheiro; R$ 4.157 eram em espécie. O restante é de material como celulares, equipamentos de informática e aparelhos de som.
Como o número cresceu durante o domingo
O balanço final fecha uma contagem que vinha subindo desde cedo. Segundo os boletins parciais da própria PF, eram 4 pessoas conduzidas às 10h30 de domingo, 41 às 15h e 71 às 19h, como o Fato em Dia mostrou na cobertura do balanço das 19h. Na contagem fechada, o número chegou a 74, três a mais que no último parcial.
O acumulado de 2026
A nota traz também os números do ano, atualizados às 9h30 desta segunda:
- 1.629 inquéritos policiais por crimes eleitorais foram instaurados em 2026, e 98 operações foram deflagradas;
- 2.483 inquéritos seguem em andamento;
- R$ 51.947.512,10 foram apreendidos em ações ligadas a crimes eleitorais, sendo R$ 31.752.150,20 em dinheiro vivo;
- 104 inquéritos em andamento apuram violência política contra a mulher, crime previsto no artigo 326-B do Código Eleitoral; 88 deles foram abertos neste ano.
Nos balanços parciais de domingo, o total de inquéritos do ano aparecia como 1.613. Na nota final, está em 1.629, ou 16 a mais.
A PF diz que os números são dinâmicos e podem mudar com novas ocorrências, investigações e atualizações nos sistemas. A corporação mantém um painel público com esses indicadores, citado na nota oficial.
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