Céline Dion encerra em Paris série de shows do retorno aos palcos
Cantora de 58 anos faz a última das 16 apresentações neste sábado, após seis anos afastada; outros dez shows estão marcados para maio.

Céline Dion sobe ao palco neste sábado (17) pela última vez nesta temporada em Paris, fechando a primeira série de shows desde que voltou a se apresentar depois de mais de seis anos longe dos palcos. A cantora canadense, de 58 anos, fez 16 apresentações nesta etapa, todas com ingressos esgotados, e já tem outros dez shows previstos na capital francesa para maio.
Mais de um mês de temporada
A estreia foi em 12 de setembro. Em cada uma das noites, cerca de 35 mil pessoas lotaram a casa de espetáculos nos arredores de Paris, em um ritmo de três apresentações por semana. Fãs também faziam plantão na porta do hotel de luxo onde a artista ficou hospedada com os filhos e o cachorro, um poodle anão. Em uma das noites, ela brincou com a plateia perguntando quando poderia voltar para casa.
Com a experiência de anos de temporadas fixas em Las Vegas, Céline montou em Paris um espetáculo muito bem ensaiado, com poucas mudanças no repertório e nos comentários entre as músicas. Acompanhada por músicos e por um coral, cantou cerca de 30 faixas em aproximadamente duas horas e meia de show, concentrado em sucessos em inglês das décadas de 1990 e 2000. O roteiro teve ainda uma versão de “Sweet Dreams”, sucesso do Eurythmics, e um trecho de ópera que ficou famoso na voz de Maria Callas.
Emoção na estreia
Na estreia, a voz falhou de emoção nos primeiros versos de “On ne change pas”, e ela teve de parar a música. Nervosa no começo da temporada, ficou mais solta à medida que os shows se sucederam. O cenário era sóbrio, dominado por uma grande rocha giratória ao fundo, e os figurinos eram peças de alta-costura de marcas como Dior e Givenchy.
Houve também um tropeço: em uma das noites, Céline escorregou e caiu por instantes no palco, em imagens que se espalharam nas redes sociais. A temporada, de resto, transcorreu normalmente.
A doença e a volta
A última turnê da cantora começou em 2019 e parou duas vezes: na pandemia e, em seguida, por causa da saúde. Em 2022, ela revelou ter a síndrome da pessoa rígida, uma doença neurológica sem cura que causa endurecimento dos músculos e crises de espasmos com dor. Dois anos depois de cantar na Torre Eiffel, na abertura da Olimpíada de Paris, Céline disse várias vezes ao público que está bem.
“Aprendi a viver com essa fragilidade. De tanto tê-la por perto, consegui domesticá-la e decidi transformá-la na força para viver”, disse ela durante a temporada.
Voz e famosos na plateia
Uma das principais dúvidas antes da estreia era se a voz resistiria a tantas apresentações seguidas. A cantora deslizou em algumas notas e esqueceu trechos de letras em certos momentos, mas foi aplaudida por um público fiel a uma trajetória de 40 anos, com mais de 260 milhões de discos vendidos.
Entre as personalidades que assistiram aos shows, estiveram a cantora Rihanna, a ex-primeira-dama americana Michelle Obama, o ex-jogador Zinédine Zidane e o piloto Lewis Hamilton.
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