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Laudo aponta motorista bêbado a até 98 km/h antes de matar ciclista em Praia Grande

Via tem limite de 60 km/h; homem de 32 anos foi preso em flagrante em agosto, mas responde ao caso em liberdade.

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Agente de costas, com jaqueta preta escrita Polícia Científica, ao lado de uma viatura branca com a inscrição Perícia
Foto de arquivo: Agente da Polícia Científica ao lado de viatura de períciaFoto: Governo do Estado de São Paulo (CC BY 2.0)

Resumo

  • Perícia estima que o carro andava entre 80,19 e 98,01 km/h numa via em que o limite é de 60 km/h.
  • O ciclista ficou preso sob o veículo, que pegou fogo; ele morreu carbonizado na madrugada de 14 de agosto.
  • O motorista, de 32 anos, deu positivo no bafômetro e foi solto após audiência de custódia, com medidas cautelares.

A perícia sobre a morte de um ciclista em Praia Grande, no litoral paulista, concluiu que o motorista do carro dirigia embriagado e em alta velocidade. O documento, produzido pelo Instituto de Criminalística, estima que o carro trafegava entre 80,19 km/h e 98,01 km/h no momento que antecedeu o acidente, numa via em que o limite é de 60 km/h. O caso ocorreu na madrugada de 14 de agosto.

O que aconteceu

Segundo a perícia no local, o carro seguia pela Via Expressa Sul e pegou a saída que leva à Avenida Ministro Marcos Freire “aparentemente já fora de controle”. O automóvel atropelou o ciclista, invadiu a calçada, chocou-se com o muro de um estabelecimento e começou a pegar fogo.

O ciclista, cuja identidade não foi divulgada, ficou preso embaixo do automóvel e morreu carbonizado. Os bombeiros que chegaram ao local viram o carro tomado pelas chamas; só depois de apagar o fogo acharam o corpo do ciclista sob o veículo. Quem estava no carro também se feriu: o condutor e uma mulher de 42 anos, que era passageira, foram socorridos pelo Samu e levados ao Pronto-Socorro Central.

Como o laudo chegou à velocidade

Os peritos usaram os danos no carro e na parede do imóvel atingido para calcular a velocidade. O resultado foi uma faixa: no mínimo 80,19 km/h e no máximo 98,01 km/h, bem acima dos 60 km/h indicados nas placas ao longo da Via Expressa Sul, que o perito considerou o limite máximo no trecho do acidente.

O laudo registra ainda que o veículo só parou porque encontrou obstáculos (o ciclista, o meio-fio e o muro), e não apenas por causa da frenagem: as rodas chegaram a travar. A perícia afirma que a velocidade contribuiu para a ocorrência do acidente e para a gravidade dele. O perito não descartou que outros fatores ou circunstâncias também tenham influenciado o atropelamento.

Segundo o exame, a bicicleta estaria fora da ciclovia quando foi atingida.

Situação do motorista

O condutor, de 32 anos, soprou o bafômetro e o aparelho acusou álcool, o que levou à detenção dele. Na audiência de custódia, porém, a prisão preventiva foi substituída por medidas cautelares, e ele foi solto. A defesa do motorista não foi localizada para comentar o laudo.

Como o caso foi registrado

A Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande lavrou o boletim com quatro enquadramentos: lesão corporal, homicídio, embriaguez ao volante e participação em corrida em via pública.

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