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Receita paga recorde de R$ 41 bilhões em restituições do IR em 2026

Quase 26 milhões de contribuintes receberam o dinheiro; 500 mil foram avisados por carta para corrigir pendências.

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Placa azul com o logotipo e o nome da Receita Federal em frente a um prédio de fachada quadriculada
Foto de arquivo: Placa com o logotipo da Receita Federal na entrada de prédio do órgão, em BrasíliaFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Resumo

  • A Receita pagou mais de R$ 41 bilhões em restituições do IR em 2026, recorde.
  • 25,9 milhões de pessoas receberam o dinheiro, 80% em até um mês após o fim do prazo de entrega.
  • O cashback do IRPF distribuiu R$ 460 milhões a 3,4 milhões de pessoas que não haviam declarado no ano anterior.

A Receita Federal divulgou nesta terça-feira (20) o balanço das restituições do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026: foram pagos mais de R$ 41 bilhões, valor recorde. O dinheiro foi para 25,9 milhões de contribuintes, de um total de mais de 40 milhões de declarantes.

O pagamento foi ágil, de acordo com o órgão. Oito em cada dez restituições (80%) saíram em até 30 dias contados do fim do prazo para entregar a declaração.

Cashback para quem não declarou

A Receita também detalhou o cashback do IRPF. Ao todo, R$ 460 milhões foram para 3,4 milhões de contribuintes que, no ano anterior, não tinham entregue declaração. O benefício chegou, assim, a um grupo que antes ficava fora do sistema.

Cartas para corrigir pendências

Outra frente é o Projeto Cartas. Cerca de 500 mil contribuintes foram avisados por correspondência de erros simples que podem segurar a restituição. As cartas começaram a ser enviadas no início de outubro e a última remessa saiu nesta terça. Os destinatários somam cerca de 1,25% dos declarantes e têm dinheiro a receber, mas estão retidos na malha fina.

A ideia é a autorregularização: o próprio contribuinte detecta e acerta o problema antes que o caso vire procedimento de fiscalização.

A Receita deixa claro o que a carta não significa. Ela:

  • não é fiscalização em si;
  • não é um auto de infração;
  • não traz multa nem outra penalidade;
  • serve para mostrar ao contribuinte como acertar a declaração.

Orientação virou direito em lei

O órgão lembra que a Lei Complementar 225/2026 transformou em direito a orientação ao contribuinte antes de qualquer ação fiscal. Segundo a Receita, a norma dá prioridade à prevenção e à correção espontânea de inconsistências, no lugar de punições imediatas. O Projeto Cartas, afirma o órgão, tenta evitar que erros travem o processamento da declaração e atrasem valores que o contribuinte tem direito a receber.

Os números de 2026

Resumo do que a Receita divulgou:

  • Total restituído: R$ 41 bilhões, a 25,9 milhões de pessoas;
  • Prazo: 80% pagos até um mês depois do fim da entrega das declarações;
  • Cashback: R$ 460 milhões distribuídos a 3,4 milhões de contribuintes sem declaração no ano anterior;
  • Projeto Cartas: 500 mil contribuintes alertados, cerca de 1,25% do total de declarantes.

O que fazer se recebeu a carta

Quem recebeu o aviso deve rever o ponto indicado pela Receita e, se houver erro, corrigir. O órgão diz que as ações de orientação seguem adiante, com ênfase em resolver as pendências e respeitar os direitos de quem contribui. Em matéria anterior, o site já havia noticiado o envio das cartas a 498 mil pessoas na malha fina; o balanço desta terça encerra essa etapa e mostra quanto foi pago no ano.

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