Lula recebeu R$ 127 milhões para a campanha e Flávio, R$ 106 milhões, mostra o TSE
Fundo Eleitoral responde por 97% do dinheiro do petista; o agro tem 4 dos 10 maiores doadores individuais do candidato do PL.
Resumo
- Lula declarou R$ 127,2 milhões em recursos de campanha; Flávio Bolsonaro, R$ 105,8 milhões, segundo o DivulgaCand do TSE.
- O PT repassou R$ 124,1 milhões a Lula, e o PL, R$ 68,1 milhões a Flávio; o restante vem de doações individuais.
- O segundo turno é neste domingo (25), e cada candidato pode gastar até R$ 44,5 milhões nessa etapa.
Às vésperas do segundo turno, os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram com quanto cada candidato à Presidência chega à reta final. Lula (PT) declarou R$ 127,2 milhões em recursos para a campanha de 2026, e Flávio Bolsonaro (PL), R$ 105,8 milhões. As cifras reúnem doações de pessoas físicas e verbas dos fundos Eleitoral e Partidário e estão no sistema DivulgaCand, consultado às 16h30 de quinta-feira (22).
Antes e depois do primeiro turno
| Até o 1º turno (4/10) | De 5/10 em diante | Total | |
|---|---|---|---|
| Lula | R$ 87,6 milhões | R$ 39,6 milhões | R$ 127,2 milhões |
| Flávio | R$ 68,7 milhões | R$ 37,1 milhões | R$ 105,8 milhões |
Na soma, o petista dispõe de cerca de R$ 21,4 milhões a mais que o adversário.
Dinheiro dos partidos pesa mais
Nas duas campanhas, o grosso vem de repasses das legendas.
- Lula: o PT mandou R$ 124,1 milhões. Quase tudo (R$ 123,8 milhões, ou 97,3% do total recebido) é do Fundo Eleitoral; o Fundo Partidário entrou com R$ 341,8 mil. Há ainda R$ 1,1 milhão de financiamento coletivo e contribuições de apoiadores.
- Flávio: o PL transferiu R$ 68,1 milhões. A divisão:
- Fundo Eleitoral: R$ 47 milhões
- Fundo Partidário: R$ 13,7 milhões
- outras doações: R$ 7,4 milhões
Quem doou do próprio bolso
Entre os apoiadores de Lula, o empresário Erasmo Carlos Battistella, executivo-chefe da Be8 (biodiesel), contribuiu com R$ 500 mil. Ele deu o mesmo valor a Flávio. Também aparecem Pedro Pereira de Freitas, que comanda a American Life Companhia de Seguros e já presidiu a Caixa Seguradora (R$ 90 mil), e o advogado Marco Aurélio de Carvalho, que criou o grupo Prerrogativas (R$ 50 mil).
Pessoas do governo também estão na lista de Lula:
- Miriam Belchior, da Casa Civil: R$ 27.955,09
- Luiz Marinho, do Trabalho e Emprego: R$ 24 mil
- Esther Dweck, da Gestão e Inovação: R$ 20 mil
- Aloizio Mercadante, presidente do BNDES: R$ 20 mil
- Jones Alexandre Barros Soares, diretor da Transpetro: R$ 40 mil
- Danilo Ferreira da Silva, também da Transpetro: R$ 30 mil
Do lado de Flávio, quatro dos dez maiores doadores individuais vêm do agronegócio. O líder é Eloi Vitorio Marchett, que trabalha com soja e pecuária e fez dois depósitos de R$ 1 milhão, somando R$ 2 milhões. Depois dele vêm:
- Wilson Francisco Rotta, pecuarista: R$ 1,8 milhão
- Nelson José Vigolo, do grupo Bom Jesus Agropecuária: R$ 1,1 milhão
- Alexandre Grendene Bartelle, um dos fundadores da Grendene: R$ 1 milhão
De onde sai o dinheiro das campanhas
O custeio é majoritariamente público, com verbas dos fundos Eleitoral e Partidário. A legislação também admite contribuições de pessoas físicas, dinheiro do próprio candidato, repasses das legendas e receitas de eventos ou da venda de bens.
Neste ano, o PT ficou com R$ 615 milhões do Fundo Eleitoral, a segunda maior fatia, atrás dos R$ 881,7 milhões do PL. Os 30 partidos dividiram R$ 4,9 bilhões, valor igual ao de 2022.
Teto de gastos
Em 1º de julho, o TSE manteve os limites de despesa para 2026. O limite por candidato ao Planalto é de R$ 88.944.030,80 para o primeiro turno, mais R$ 44.472.015,40 para o segundo.
Os números ainda podem mudar
O DivulgaCand se atualiza de hora em hora, e a Justiça Eleitoral deve receber a informação de cada doação financeira no prazo de 72 horas. Assim, os totais podem crescer até a votação de domingo (25).
Encontrou um erro ou tem uma sugestão de pauta? Fale com a redação.









