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Lula recebeu R$ 127 milhões para a campanha e Flávio, R$ 106 milhões, mostra o TSE

Fundo Eleitoral responde por 97% do dinheiro do petista; o agro tem 4 dos 10 maiores doadores individuais do candidato do PL.

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Lula, de terno cinza e gravata vermelha, sorri para a câmera em ambiente interno, com outras pessoas desfocadas ao redorO senador Flávio Bolsonaro, de terno escuro, olha para a frente em entrevista no Senado
Foto de arquivo: O presidente Lula sorri em ambiente interno, cercado de pessoasFotos: Carolina Curi/Agência Senado (à esq.) e Carlos Moura/Agência Senado (à dir.)

Resumo

  • Lula declarou R$ 127,2 milhões em recursos de campanha; Flávio Bolsonaro, R$ 105,8 milhões, segundo o DivulgaCand do TSE.
  • O PT repassou R$ 124,1 milhões a Lula, e o PL, R$ 68,1 milhões a Flávio; o restante vem de doações individuais.
  • O segundo turno é neste domingo (25), e cada candidato pode gastar até R$ 44,5 milhões nessa etapa.

Às vésperas do segundo turno, os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram com quanto cada candidato à Presidência chega à reta final. Lula (PT) declarou R$ 127,2 milhões em recursos para a campanha de 2026, e Flávio Bolsonaro (PL), R$ 105,8 milhões. As cifras reúnem doações de pessoas físicas e verbas dos fundos Eleitoral e Partidário e estão no sistema DivulgaCand, consultado às 16h30 de quinta-feira (22).

Antes e depois do primeiro turno

Até o 1º turno (4/10)De 5/10 em dianteTotal
LulaR$ 87,6 milhõesR$ 39,6 milhõesR$ 127,2 milhões
FlávioR$ 68,7 milhõesR$ 37,1 milhõesR$ 105,8 milhões

Na soma, o petista dispõe de cerca de R$ 21,4 milhões a mais que o adversário.

Dinheiro dos partidos pesa mais

Nas duas campanhas, o grosso vem de repasses das legendas.

  • Lula: o PT mandou R$ 124,1 milhões. Quase tudo (R$ 123,8 milhões, ou 97,3% do total recebido) é do Fundo Eleitoral; o Fundo Partidário entrou com R$ 341,8 mil. Há ainda R$ 1,1 milhão de financiamento coletivo e contribuições de apoiadores.
  • Flávio: o PL transferiu R$ 68,1 milhões. A divisão:
    • Fundo Eleitoral: R$ 47 milhões
    • Fundo Partidário: R$ 13,7 milhões
    • outras doações: R$ 7,4 milhões

Quem doou do próprio bolso

Entre os apoiadores de Lula, o empresário Erasmo Carlos Battistella, executivo-chefe da Be8 (biodiesel), contribuiu com R$ 500 mil. Ele deu o mesmo valor a Flávio. Também aparecem Pedro Pereira de Freitas, que comanda a American Life Companhia de Seguros e já presidiu a Caixa Seguradora (R$ 90 mil), e o advogado Marco Aurélio de Carvalho, que criou o grupo Prerrogativas (R$ 50 mil).

Pessoas do governo também estão na lista de Lula:

  • Miriam Belchior, da Casa Civil: R$ 27.955,09
  • Luiz Marinho, do Trabalho e Emprego: R$ 24 mil
  • Esther Dweck, da Gestão e Inovação: R$ 20 mil
  • Aloizio Mercadante, presidente do BNDES: R$ 20 mil
  • Jones Alexandre Barros Soares, diretor da Transpetro: R$ 40 mil
  • Danilo Ferreira da Silva, também da Transpetro: R$ 30 mil

Do lado de Flávio, quatro dos dez maiores doadores individuais vêm do agronegócio. O líder é Eloi Vitorio Marchett, que trabalha com soja e pecuária e fez dois depósitos de R$ 1 milhão, somando R$ 2 milhões. Depois dele vêm:

  • Wilson Francisco Rotta, pecuarista: R$ 1,8 milhão
  • Nelson José Vigolo, do grupo Bom Jesus Agropecuária: R$ 1,1 milhão
  • Alexandre Grendene Bartelle, um dos fundadores da Grendene: R$ 1 milhão

De onde sai o dinheiro das campanhas

O custeio é majoritariamente público, com verbas dos fundos Eleitoral e Partidário. A legislação também admite contribuições de pessoas físicas, dinheiro do próprio candidato, repasses das legendas e receitas de eventos ou da venda de bens.

Neste ano, o PT ficou com R$ 615 milhões do Fundo Eleitoral, a segunda maior fatia, atrás dos R$ 881,7 milhões do PL. Os 30 partidos dividiram R$ 4,9 bilhões, valor igual ao de 2022.

Teto de gastos

Em 1º de julho, o TSE manteve os limites de despesa para 2026. O limite por candidato ao Planalto é de R$ 88.944.030,80 para o primeiro turno, mais R$ 44.472.015,40 para o segundo.

Os números ainda podem mudar

O DivulgaCand se atualiza de hora em hora, e a Justiça Eleitoral deve receber a informação de cada doação financeira no prazo de 72 horas. Assim, os totais podem crescer até a votação de domingo (25).

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