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Kim Jong-un visita a China pela ponte do Yalu um dia após pedir 'exército mais forte'

Líder norte-coreano passou o sábado (24) em Dandong, na primeira ida ao vizinho desde setembro de 2025, e pôs fim a boatos sobre sua morte.

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Retrato de Kim Jong-un, de terno escuro, diante de uma bandeira vermelha e branca
Foto de arquivo: O líder norte-coreano Kim Jong-unFoto: Alexei Nikolsky/Presidência da Rússia (CC BY 4.0)

Resumo

  • Kim Jong-un entrou na China neste sábado (24) pela Nova Ponte do Rio Yalu e foi recebido em Dandong.
  • É a primeira visita dele ao vizinho desde setembro de 2025; ele voltou ao país no mesmo dia.
  • Um dia antes, ele pediu 'o exército mais forte' e uma 'revolução militar' em reunião com oficiais.

Kim Jong-un, o líder norte-coreano, passou este sábado (24) na China. Ele chegou pela manhã a Dandong, cidade chinesa na divisa com a Coreia do Norte, segundo o governo sul-coreano e a mídia estatal dos dois países, e voltou para casa no fim da viagem de um dia, informou a agência chinesa Xinhua. É a primeira ida de Kim ao vizinho desde setembro de 2025, quando foi a Pequim para as comemorações dos 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, e a aparição pública desmente os boatos de que ele havia morrido.

Pela ponte recém-aberta

O caminho foi a Nova Ponte do Rio Yalu, de 3 quilômetros, liberada ao tráfego neste mês. A estrutura nasceu para reaquecer o comércio entre as duas economias, que passaram por anos de relação fria e por bloqueios da época da pandemia.

Quem esperava Kim do lado chinês era Wang Huning, quarto na hierarquia do país, que transmitiu cumprimentos do presidente Xi Jinping, de acordo com a agência oficial Xinhua. Segundo a Xinhua, Kim disse que Pyongyang está pronta para trabalhar com a China para levar adiante a amizade histórica e ampliar a cooperação prática. No fim do dia, Wang acompanhou o visitante até a ponte para a despedida.

Fábrica e memorial da guerra

O roteiro em Dandong passou por uma fábrica de automóveis. Kim esteve também no memorial dedicado à Guerra da Coreia e homenageou os soldados voluntários chineses que lutaram ao lado do Norte entre 1950 e 1953. O gesto tem simbolismo, já que a viagem acontece na véspera da data em que a China entrou nesse conflito.

Analistas veem na abertura da ponte e na visita um sinal de reaproximação entre Pyongyang e Pequim. O próprio Kim tem dito que quer alinhar o país à China e à Rússia contra os Estados Unidos, o que descreve como uma “nova Guerra Fria”.

Discurso militar na véspera

Pouco antes de cruzar a fronteira, Kim reuniu oficiais das Forças Armadas e falou em “revolução militar”, pedindo um “exército mais forte”. A emissora estatal KRT relatou que ele “esclareceu que o principal objetivo” da Terceira Reunião de Líderes de Companhia do Exército Popular da Coreia é “construir o exército mais forte e acelerar a revolução militar ao estilo coreano, treinando as companhias mais fortes”.

Tensão na península

O clima entre as Coreias é de atrito. Cinco dias atrás, Kim Yo Jong, irmã do líder, disse que Pyongyang pondera mandar armas táticas adicionais e voltar a usar alto-falantes de propaganda na fronteira com o Sul. Para ela, a situação na região está “instável”, e os vizinhos estariam ameaçando as tropas norte-coreanas.

Dias antes, o Norte anunciou o ensaio de dois modelos de mísseis de cruzeiro disparados de submarinos, na costa leste. O Sul, em paralelo, informou ter experimentado o primeiro míssil hipersônico feito integralmente no país.

De acordo com a agência sul-coreana Newsis, o gabinete presidencial em Seul disse que monitora a viagem de Kim à China.

O que vem agora

Pequim e Pyongyang não divulgaram acordos assinados durante a visita. A viagem reforça o eixo entre os dois países, num momento em que o Norte mistura demonstrações de força com a busca por mais comércio com seu principal parceiro.

Kim Jong-unCoreia do NorteChinaCoreia do SulKim Jong-un na China

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