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Petrobras e Transpetro

Estaleiro no RS inicia construção do primeiro de quatro navios Handymax da Transpetro

Cerimônia de batimento de quilha, em Rio Grande, marca o começo da obra do Programa Mar Aberto, que prevê 13 embarcações e até 5 mil empregos.

Dezenas de trabalhadores de capacete posam diante de grandes blocos de aço no galpão do Estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul
Foto: Divulgação/Transpetro

O Estaleiro Rio Grande, no Rio Grande do Sul, começou a construir o primeiro de quatro navios do tipo Handymax encomendados pela Transpetro, subsidiária de logística da Petrobras. A obra faz parte do Programa Mar Aberto, voltado à renovação e à ampliação da frota própria do Sistema Petrobras. A cerimônia que marcou o início dos trabalhos foi realizada nesta quinta-feira (15).

O que foi feito

O ato foi o batimento de quilha, tradição secular da construção naval. A quilha é a “espinha dorsal” do navio, a peça estrutural por onde a construção começa. A cerimônia é vista como símbolo de proteção e boa sorte para a embarcação e para os tripulantes. Na prática, ela marca o momento em que o casco passa a ser montado a partir dos grandes blocos de aço produzidos no estaleiro.

O que os navios vão transportar

Os quatro Handymax serão usados no transporte de produtos claros derivados de petróleo. Entram nessa categoria o diesel marítimo, o diesel S10, o diesel S500 e a gasolina de aviação. São combustíveis que circulam por cabotagem, a navegação entre portos do próprio país, e abastecem desde a indústria até a aviação.

Um programa de 13 navios

O Handymax é só uma parte do pacote. No total, a Ecovix, responsável pelo Estaleiro Rio Grande, construirá 13 navios para a Transpetro nos próximos anos. Além dos quatro Handymax, estão previstos cinco navios-tanque do tipo pressurizado, para o transporte de GLP e derivados, e quatro navios de médio porte da classe MR1 (Medium Range).

O que diz a Transpetro

O diretor de Transporte Marítimo da empresa, Jones Soares, afirmou que a construção “representa um marco na retomada dos investimentos da Transpetro em sua frota própria”. Segundo ele, o projeto reforça a estratégia de ampliar a capacidade operacional da companhia para atender às demandas do mercado e acompanhar a expansão da produção de petróleo no país.

Empregos e indústria naval

A expectativa é que os trabalhos nas diferentes embarcações gerem até 5 mil empregos diretos e indiretos. O número inclui as vagas no próprio estaleiro e em empresas fornecedoras. Para o Rio Grande do Sul, a encomenda significa trabalho para o estaleiro e para a cadeia de fornecedores nos próximos anos.

O que muda para o leitor

Para quem não trabalha no setor, o efeito é indireto. Uma frota própria maior dá à Transpetro mais controle sobre o transporte marítimo de derivados, e a obra mantém um estaleiro em atividade. A Agência Brasil informa ainda que a Transpetro fará transporte marítimo também para empresas de fora da Petrobras, o que amplia o uso da frota.

Próximos passos

Com a quilha batida, o primeiro Handymax entra na fase de montagem do casco. Os prazos de entrega de cada embarcação e os valores dos contratos não constam do relato oficial divulgado nesta quinta, e devem ser detalhados conforme o programa avançar. Os outros três Handymax e os nove navios restantes serão construídos em sequência nos próximos anos.

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