Lula e Flávio fazem domingo, na Band, o primeiro debate do 2º turno
Encontro começa às 20h; as duas campanhas dizem que vão evitar ataques pessoais e priorizar propostas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) se encontram neste domingo (18), às 20h, no primeiro debate do segundo turno da eleição presidencial. O confronto é promovido pela Band, em São Paulo, e será o primeiro frente a frente direto entre os dois nesta campanha. A votação está marcada para 25 de outubro, daqui a oito dias.
Como será a transmissão
Além da TV Band, o debate deve ser exibido pela BandNews TV e pelas rádios BandNews FM e Bandeirantes. A TV Cultura também anunciou que vai transmitir o encontro. Pelas regras definidas pela emissora, o programa terá cerca de duas horas, com perguntas feitas pelos próprios candidatos e por jornalistas, e um bloco de confronto livre de 30 minutos.
A emissora já havia avisado que realizaria o debate de qualquer maneira. Se algum dos dois faltasse, um púlpito vazio ficaria no estúdio durante a transmissão.
A reviravolta da presença de Flávio
A presença de Flávio chegou a ser incerta. Na terça-feira (13), o senador disse que não estava prevista a sua ida ao encontro, e Lula respondeu que participaria mesmo diante da possibilidade de ausência do adversário. Na quarta (14), depois da confirmação do presidente, Flávio voltou atrás e disse que vai ao debate. Em publicação nas redes sociais, afirmou que havia anunciado a ausência para obter a confirmação de Lula, e criticou o presidente.
O que cada lado planeja
Lula fica em Brasília neste sábado (17), sem agenda pública, para se preparar. A campanha petista quer um presidente calmo no palco: mostrar o que o governo fez, apresentar planos para mais quatro anos e deixar os ataques pessoais de lado.
A lista de assuntos preparada pela equipe inclui o fim da escala 6x1, ações para microempreendedores individuais (MEI), a isenção maior do Imposto de Renda e o programa Desenrola. Em saúde e educação, a promessa deve ser de mais atendimento e mais escolas em tempo integral. Lula pode comparar sua gestão com a de Jair Bolsonaro, mas parte dos aliados prefere que ele fale do presente e do futuro.
A estratégia de Flávio vai na mesma linha: sem ofensas, com foco em segurança pública, saúde e economia, e resposta só se for atacado. Nos dois comitês, a aposta é num debate de tom contido, porque um deslize a oito dias da votação pode custar caro.
Disputa apertada
O debate acontece com a corrida equilibrada. O Datafolha divulgado na quinta-feira (15) mostrou Flávio com 47% e Lula com 45%; nos votos válidos, 51% a 49% (veja a matéria sobre o Datafolha). O PoderData/Aya apontou 50% para cada um nos votos válidos, e a vantagem do senador, que era de seis pontos no início do segundo turno, desapareceu em uma semana (veja a matéria sobre o PoderData). No primeiro turno, Flávio teve 47,03% dos votos e Lula, 45,16%.
No comitê de Lula, a leitura é que nenhuma ação isolada, uma “bala de prata”, vai decidir a eleição. A disputa seria resolvida somando o que acontece nos debates da TV, nas redes sociais e nas ruas. Os petistas creditam a reação nas pesquisas aos atos com apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, e em Copacabana, no Rio, e às críticas ao plano de corte de gastos de Flávio, que os adversários apelidaram de “Tesouraço”.
O que vem depois
Flávio, que na sexta-feira (16) deu entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, faz atos de campanha neste sábado em Vitória (ES) e em Salvador (BA). Ainda há um debate da Globo previsto para 23 de outubro, e o candidato do PL disse que sua equipe avaliaria se vai participar. Para o eleitor que ainda não decidiu, o encontro de domingo é a primeira chance de ver os dois responderem um ao outro, no mesmo palco e ao mesmo tempo, a oito dias de ir às urnas.
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