Colectta mostra Lula com 50,3% e Flávio com 49,7% dos votos válidos
Pesquisa presencial com 3 mil eleitores aponta empate técnico na véspera do 2º turno; 94,8% dos que escolheram um candidato dizem que o voto é definitivo.
Resumo
- Pesquisa do Instituto Colectta dá Lula 50,3% e Flávio Bolsonaro 49,7% dos votos válidos, empate técnico.
- Na estimulada, Lula tem 46,5% e Flávio, 46%; a margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos.
- Entre os eleitores com candidato, 94,8% dizem que o voto é definitivo; o segundo turno é neste domingo (25).
O Instituto Colectta divulgou neste sábado (24), véspera do segundo turno, uma pesquisa em que o presidente Lula (PT) tem 50,3% dos votos válidos e o senador Flávio Bolsonaro (PL), 49,7%. A diferença de 0,6 ponto percentual fica dentro da margem de erro de dois pontos, para mais ou para menos, o que caracteriza empate técnico. O levantamento foi encomendado pelo Brazil Economy.
Os números da pesquisa
Quando se somam todos os entrevistados, na chamada pergunta estimulada, o presidente marca 46,5% e o senador, 46%. Votar em branco, anular ou deixar de escolher é a intenção de 4,4%, e 3,1% não souberam responder. Os 50,3% e 49,7% saem da conta que tira brancos e nulos, os votos válidos.
As entrevistas foram feitas pessoalmente, em 23 de outubro, com 3 mil eleitores espalhados por 101 cidades de todos os estados e do Distrito Federal. O nível de confiança do levantamento é de 95%.
Expectativa favorece Flávio
Apesar do equilíbrio na intenção de voto, a percepção sobre quem vai vencer pende para o senador: 50,3% dos entrevistados acham que Flávio será o próximo presidente, contra 39,7% que apostam em Lula; 9,7% não souberam responder. Entre os eleitores de Flávio, 89,3% esperam a vitória dele. Entre os de Lula, 76,1% acreditam na reeleição, enquanto 13,9% creem que o adversário vencerá.
Para o CEO do instituto, Rafael Adib, intenção de voto e expectativa de resultado não caminham juntas. “Por enquanto, a diferença entre os candidatos é estatisticamente insuficiente para apontar um favorito”, afirmou. Segundo ele, a eleição será decidida entre os cerca de 6 milhões de votos que ainda podem mudar, e a diferença final deve ficar em torno de 2 milhões de votos.
Voto consolidado
Entre os entrevistados que já escolheram um candidato, 94,8% dizem que o voto é definitivo, e apenas 4,9% admitem mudar até domingo. A convicção é parecida nos dois lados: 94,8% dos eleitores de Lula e 94,9% dos de Flávio afirmam que não vão trocar de candidato.
Quem tem de 16 a 24 anos é o grupo mais aberto a mudar: 10,8% dos apoiadores de Flávio nessa idade admitem repensar, ante 7,3% dos de Lula. Já entre os eleitores com curso superior completo, só 2,3% (Flávio) e 1,8% (Lula) cogitam trocar.
Sobre o que move a escolha, a maioria, 64,7%, diz seguir a afinidade com o candidato; 22,1% querem sobretudo evitar a vitória do rival, e 12,2% apontam os dois motivos com o mesmo peso. A rejeição pesa mais entre os eleitores de Flávio: 26,3% deles votam principalmente para barrar a reeleição de Lula, enquanto 18% dos eleitores do presidente dão a mesma justificativa em relação ao senador.
“O nível de consolidação das preferências é muito elevado. Com quase 95% dos eleitores afirmando que não mudarão de candidato, a reta final tende a ser influenciada também pela capacidade de mobilização de cada campanha e pelo comparecimento às urnas”, disse Adib.
Comparecimento e transferência de votos
Em relação ao comparecimento, 92,6% garantem que vão votar neste domingo (25) e 4,5% dizem que provavelmente irão. Dos demais, 2,3% afirmam que talvez ou com certeza ficarão em casa.
O levantamento também mediu a fidelidade em relação ao primeiro turno. Entre os eleitores de Lula, 97,1% pretendem repetir o voto; entre os de Flávio, 96,4%. A migração direta é pequena: 1,4% de quem votou em Lula no primeiro turno agora prefere Flávio, e 2,1% de quem votou no senador passou a apoiar o presidente.
Como ler a pesquisa
Pesquisa eleitoral mostra o cenário do dia em que os entrevistados foram ouvidos, não prevê o resultado das urnas. Neste caso, as entrevistas foram feitas na sexta-feira (23), e a margem de erro de dois pontos torna a disputa tecnicamente empatada. Outros institutos também divulgam levantamentos neste sábado, e os números variam conforme a metodologia e o período de campo de cada um.
O segundo turno acontece neste domingo (25).
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