Empresário achado morto em Ponta Grossa tinha mãos amarradas; três são presos
Angelo Vinicius Carneiro Gomes, de 55 anos, é sepultado hoje sem velório; delegado contesta versão de briga dada por suspeito.

O empresário do agronegócio encontrado morto dentro da própria casa, em Ponta Grossa (PR), tinha 55 anos e se chamava Angelo Vinicius Carneiro Gomes. Na região dos Campos Gerais, ele era conhecido por alugar terras a produtores rurais, e morava sozinho. Três suspeitos foram presos em Balneário Camboriú (SC), no litoral catarinense, e a Polícia Civil do Paraná (PCPR) trata o caso como latrocínio, nome dado ao roubo seguido de morte.
O sepultamento estava marcado para as 14h deste sábado (17), no Cemitério Santo Antônio. Por decisão da família, não houve velório.
Como a investigação chegou aos suspeitos
Segundo a PCPR, o crime aconteceu na madrugada entre quarta (14) e quinta-feira (15), dentro da casa dele, no bairro Nova Rússia. Parentes registraram o desaparecimento na quinta, depois que ele parou de responder às mensagens. Uma empresa privada de segurança que monitorava o imóvel foi até lá, não encontrou o proprietário e viu a casa revirada, o que reforçou a suspeita de crime.
Com a investigação aberta, os policiais acompanharam o trajeto do carro da vítima por sistemas de monitoramento de trânsito e descobriram que ele estava em Balneário Camboriú. Câmeras de segurança também flagraram o uso do cartão bancário do empresário em compras. A informação foi repassada à Polícia Militar de Santa Catarina, que abordou o grupo e prendeu os três suspeitos na sexta-feira (16).
A polícia mantém em sigilo a identidade dos presos. O delegado José Guilherme Fontana contou que um dos três era amigo do empresário. Foi um dos presos quem contou à polícia onde o corpo estava escondido dentro da casa. Como os nomes não foram divulgados, não foi possível localizar a defesa dos suspeitos.
A versão do suspeito e a dúvida da polícia
O homem apontado como principal articulador confessou ter participado do crime. Ele contou que brigou com a vítima depois de uma discussão e que a asfixia teria acontecido durante essa luta corporal. A PCPR informa que essa versão será confrontada com os demais elementos reunidos no inquérito, principalmente por causa de como o corpo foi encontrado.
“As circunstâncias em que o corpo foi encontrado, com as mãos amarradas, enrolado em um tapete e apresentando sinais de violência, são incompatíveis com uma simples situação de confronto espontâneo e reforçam a necessidade de aprofundamento das investigações quanto à dinâmica e à motivação do crime”, afirmou o delegado.
O que falta esclarecer
A polícia ainda precisa descobrir como o assassinato foi cometido, definir o papel de cada um dos três suspeitos e juntar as provas para que eles respondam criminalmente.
A PCPR afirma que o caso foi esclarecido em poucas horas depois do crime, com a cooperação entre as polícias do Paraná e de Santa Catarina. O rastreamento do veículo e dos cartões da vítima foi o que levou os agentes ao litoral catarinense.
Como ajudar
Quem tiver informações sobre o caso pode procurar a polícia de forma anônima: o número da PCPR é o 197 e o do Disque-Denúncia, o 181. Se um crime estiver em andamento, a orientação é ligar para a Polícia Militar, pelo 190.
Receba as notícias do Fato em Dia. Inscreva-se no canal e acompanhe as atualizações.
Direitos autorais: se você é autor de alguma imagem, fale com a gente; trocamos em até 24 h.
Encontrou um erro ou tem uma sugestão de pauta? Fale com a redação.



