Ex-funcionário de Eminem se declara culpado por vender músicas inéditas do rapper
Joseph Strange, de 48 anos, copiou arquivos do estúdio e os vendeu por cerca de US$ 50 mil; as faixas somam 8 milhões de acessos.

Resumo
- Joseph Strange, ex-funcionário de Eminem, se declarou culpado de vender músicas inéditas do rapper.
- Ele vendeu os arquivos por cerca de US$ 50 mil, e as faixas vazadas tiveram mais de 8 milhões de acessos em plataformas públicas.
- A sentença sai em 27 de janeiro de 2027, com pena máxima de cinco anos de prisão.
Um ex-funcionário do rapper Eminem admitiu na Justiça dos Estados Unidos que copiou e vendeu, sem autorização, músicas que ainda não tinham sido lançadas. Aos 48 anos, Joseph Strange se declarou culpado do crime de violação de direitos autorais, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (22). A próxima etapa é a audiência que vai definir a pena, marcada para 27 de janeiro de 2027; o teto previsto é de cinco anos de prisão.
Quem é o acusado e como agiu
O vínculo de Strange com o músico durou de 2007 a 2021. Conforme os documentos do processo, ele atuava no estúdio onde Eminem trabalhava em material novo. Entre as tarefas, estava a montagem do sistema de computadores do local, o que lhe dava acesso a discos rígidos protegidos por senha, onde ficava guardado material ainda em fase de criação.
Foi nesse acervo que ele buscou as faixas. Sem o consentimento do rapper, ele copiou ao menos dez arquivos de áudio, alguns mais avançados e outros menos. Em julho e agosto de 2024, três anos depois de deixar o emprego, negociou o conteúdo na internet e arrecadou ao todo cerca de US$ 50 mil, algo próximo de R$ 250 mil na cotação atual.
O alcance do vazamento
As faixas vazaram e passaram a circular em plataformas públicas de streaming. Pelos cálculos dos investigadores, as cópias piratas somavam, até novembro de 2025, mais de 8 milhões de acessos. Já o dano financeiro foi calculado em no mínimo US$ 750 mil, cerca de R$ 3,7 milhões.
Autoridades do órgão de Justiça americano e do FBI ressaltaram que Strange explorou o cargo de confiança que ocupava para tirar proveito de obras que o artista ainda não tinha liberado ao público.
O que muda a partir da confissão
Ao se declarar culpado, o réu reconhece os fatos apontados pela acusação, e cabe ao juiz definir a punição. Na audiência de janeiro, será decidido se Strange vai à prisão e por quanto tempo. Os cinco anos são o limite máximo para o crime de violação de direitos autorais, e a pena aplicada pode ser menor.
Os arquivos vendidos estavam em fases diferentes de produção, ou seja, eram versões de trabalho e não lançamentos aprovados pelo artista. As informações divulgadas até agora não trazem manifestação de Eminem sobre a confissão. O processo segue para a fase de sentença, e a audiência de janeiro deve trazer novos detalhes.
Encontrou um erro ou tem uma sugestão de pauta? Fale com a redação.










