Judi Dench diz que perda de visão a impede de voltar a atuar
Atriz britânica de 91 anos, que tem degeneração macular, afirmou à BBC que não consegue mais ler nem reconhecer rostos.

Resumo
- Judi Dench, de 91 anos, disse à rádio BBC que não consegue mais subir ao palco nem fazer filmes.
- A atriz tem degeneração macular há mais de uma década e já não reconhece rostos.
- Ela fala em aceitar a situação e seguir em frente.
Aos 91 anos, Judi Dench disse que a visão piorou a ponto de tirá-la de cena: a atriz britânica já não consegue trabalhar. Em entrevista à rádio BBC nesta quinta-feira (22), a vencedora do Oscar disse que não pode mais subir ao palco, fazer peças de teatro nem participar de filmes.
“Não consigo mais ler”
Dench convive com a degeneração macular há mais de dez anos. Em 2025, ela já havia contado que a condição a impedia de reconhecer amigos.
Agora, o quadro avançou. “Não posso mais subir ao palco, não posso mais fazer peças, não posso mais fazer filmes, não consigo mais ler”, declarou. A atriz acrescentou que é preciso se adaptar: “Você tem que se adaptar a tudo isso, aceitar a situação e simplesmente seguir em frente, sem pensar muito nisso.”
Rostos que já não reconhece
Ela contou ainda que não distingue mais as feições das pessoas. Segundo Dench, isso faz com que, muitas vezes, ela quase abrace desconhecidos, por confundi-los com gente que conhece.
Sete décadas de carreira
Com cerca de sete décadas dedicadas ao teatro, ao cinema e à televisão, Judi Dench foi premiada com o Oscar e o Tony e levou para casa sete estatuetas do Olivier. No cinema, ficou conhecida por interpretar a personagem “M”, chefe do espião James Bond, em oito filmes da série 007.
No palco, viveu alguns dos grandes papéis de William Shakespeare, como Julieta, Lady Macbeth e Cleópatra. Na conversa com a rádio, falou sobre o amor pela obra do dramaturgo. “Sou apaixonada pelos sonetos, simplesmente os adoro”, afirmou. Para ela, Shakespeare conseguiu resumir “de forma tão simples o que qualquer um de nós sente em relação a, bem, qualquer coisa”.
O medo como combustível
Ao olhar para a própria trajetória, a atriz disse que correu riscos na hora de escolher papéis e que atuar sempre foi, para ela, uma experiência assustadora. “Para mim, é sempre assustador, mas isso faz parte”, declarou. Segundo Dench, o medo gera uma energia que pode ser aproveitada: “É parte do que esse medo gera: uma energia que você pode aproveitar, usar essa energia.”
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