Chuva recorde no Paraná fecha rodovias e muda local de votação no 2º turno
Simepar registra a maior chuva diária da série em Pato Branco e Guaraqueçaba; frente fria segue para SP e já atinge o Sudeste.

Resumo
- Simepar mediu mais de 100 mm entre 0h e 18h de sábado (24); Guaraqueçaba chegou a 280 mm.
- Quedas de barreira interditam trechos da PR-170, PR-364 e PR-281, e o TRE-PR mudou a seção de 3,5 mil eleitores em Curitiba.
- A chuva deve cessar no Oeste e Sudoeste de manhã e perder força no resto do estado a partir do meio-dia.
A chuva que castiga o Paraná desde quarta-feira (21) bateu recordes no sábado (24), interditou rodovias estaduais e mexeu na logística do segundo turno: o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR) transferiu a seção de 3,5 mil eleitores de uma escola alagada em Curitiba. O tempo melhora ao longo deste domingo (25), mas o sistema de chuva avança para São Paulo e outros estados do Sudeste no dia da votação.
O que o Simepar registrou
Segundo o Simepar, sistema de monitoramento meteorológico do governo paranaense, várias estações passaram dos 100 mm de chuva só entre a meia-noite e as 18h de sábado. Os maiores totais:
- Guaraqueçaba: 280 mm;
- Pato Branco: 201,4 mm;
- Francisco Beltrão: 162,4 mm.
Nessas duas cidades, nenhum dia havia sido tão chuvoso desde a instalação das estações, em 1997 (Pato Branco) e em 2011 (Guaraqueçaba). Na Lapa, não chovia tanto num dia desde 14 de abril de 2024, quando a estação marcou 133 mm. Em União da Vitória, o último dia de chuva comparável foi 12 de outubro de 2023, com 106,2 mm. Em Curitiba, o último dia tão chuvoso foi 7 de dezembro de 2024 (107,6 mm na estação).
O Simepar já havia alertado, na quinta-feira (22), que a soma de quinta a domingo poderia chegar perto de 200 mm em municípios do Oeste, do Sudoeste, do Centro-Sul e dos Campos Gerais. Segundo o órgão, uma frente fria sobre o oceano alterou as condições do estado, enquanto uma área de baixa pressão sobre o Paraguai e o norte argentino puxou ar quente e úmido da Amazônia para o Paraná.
Rodovias com bloqueio
Segundo o DER-PR e a Secretaria de Infraestrutura, estas eram as situações até o fim do sábado:
- PR-170, no sentido Foz do Areia: interditada;
- PR-364, na Serra do Leão: interditada, com queda de árvores no km 124; a rota alternativa é a BR-277;
- PR-281, entre Realeza (entroncamento com a PR-182) e São Valério, em Planalto: interditada por queda de barreira no km 595; os trabalhos de desobstrução só serão retomados na segunda-feira (26);
- PR-180, contorno Leste de Francisco Beltrão: liberada, mas o órgão avisa que ainda desce material da encosta e novas interdições podem ocorrer a qualquer momento;
- PR-466, km 228, entre Palmeirinha e Turvo: liberada depois de um deslizamento;
- PR-239, entre Telêmaco Borba e Harmonia: continua proibido o tráfego de veículos de carga, com desvios obrigatórios por Curiúva e Tibagi, conforme o destino.
O governo estadual pede cautela redobrada na pista molhada e orienta quem precisar de ajuda a ligar para a Defesa Civil, no 199, ou para o Corpo de Bombeiros, no 193.
Efeito na votação
No bairro CIC, em Curitiba, a água tomou a entrada de uma escola municipal, a Dario Persiano de Castro Vellozo. O TRE-PR transferiu, por isso, o local de 3.523 eleitores. São as seções 190, 234, 254, 280 e 295, mais as de número 324, 349, 370, 398 e 421, que agora votam no CEI Hugo Peretti (rua Arthur Martins Franco, 505), a 450 metros da escola alagada.
O Simepar mantém com o TRE-PR um plano de monitoramento climático desde o primeiro turno. Os boletins diários começaram na segunda-feira (19), e um meteorologista fica no tribunal no sábado e no domingo para avisar a logística quando a chuva se aproxima dos cartórios eleitorais, com alertas amarelos ou vermelhos.
Para quem tem dúvida sobre o endereço da seção, o caminho é abrir o aplicativo e-Título, tocar em “onde votar” e conferir zona, seção e endereço. Outras orientações para o dia estão no guia de votação do segundo turno.
O que esperar neste domingo
De acordo com o coordenador de operações do Simepar, Marco Jusevicius, a chuva deve cessar já pela manhã a partir do Oeste e do Sudoeste do Paraná. Nas demais regiões, o sistema avança para São Paulo a partir do meio-dia e do início da tarde, e as condições melhoram.
No restante do país, a Climatempo prevê que um ciclone extratropical no oceano e a frente fria levem chuva forte ao Sul e ao Sudeste. Em São Paulo, a previsão é de temporal desde a madrugada, com possibilidade de granizo e rajadas de até 90 km/h; o alerta também vale para o Rio de Janeiro, em especial Costa Verde, Região Metropolitana e Região Serrana, e para o Mato Grosso do Sul. No Norte e no Nordeste, o tempo segue firme e quente.
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