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Dia da MPB

Dia da MPB: Canal Brasil faz maratona de 24 horas com 18 documentários

Programação começa às 7h deste sábado, com Chico, Belchior, Gal, Bethânia e Gilberto Gil, e vai até a madrugada de domingo.

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Gilberto Gil, de barba branca e beca roxa, sorri segurando o diploma da Uerj ao lado da reitora, de beca branca
Foto de arquivo: Gilberto Gil recebe o título de Doutor Honoris Causa da UerjFoto: Fernando Frazão/Agência Brasil (CC BY 3.0 BR)

Neste sábado (17), Dia Nacional da MPB, o Canal Brasil preparou uma maratona de quase 24 horas de documentários sobre os nomes que marcaram a música popular brasileira. A programação começa às 7h, reúne 18 produções e só termina na madrugada de domingo (18).

Por que a data é 17 de outubro

A celebração existe desde 2012 e homenageia o nascimento de Chiquinha Gonzaga, compositora, pianista e maestrina carioca nascida em 1847 e morta em 1935, cuja obra é um dos pilares da música popular criada no país. A sigla MPB passou a identificar esse conjunto de canções em meados dos anos 1960, época em que a bossa nova era um dos grandes destaques do movimento.

Mais do que um estilo, a MPB virou uma corrente que reúne samba, bossa nova, baião, choro, rock, jazz, músicas regionais e até rap. Chico Buarque, Elis Regina, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Milton Nascimento e Maria Bethânia são lembrados entre os principais nomes do gênero. Nos últimos anos, artistas como Liniker, Anavitória, Rubel e Maria Gadú, além de Gilsons, Luedji Luna, Duda Beat, Marina Sena e Jão, ganharam espaço com versões novas da tradição. Para o músico Carlos Malta, ouvido pela CNN Brasil em 2023, “a MPB é sempre nova”, porque o “P” de popular se renova com novas canções e intérpretes.

O que passa no Canal Brasil

O primeiro filme do dia é “Chico – Artista Brasileiro”. Dirigido por Miguel Faria Jr., o documentário percorre a carreira de Chico Buarque e resgata lembranças da vida pessoal e do trabalho do compositor. Logo depois, a grade segue com as produções dedicadas a Wilson Simonal, a Bezerra da Silva e a Nelson Cavaquinho.

Às 11h50 começa “Belchior – Apenas um Coração Selvagem”. Com direção de Camilo Cavalcanti e Natália Dias, o filme usa canções, poemas e reflexões do próprio artista nascido no Ceará para compor um retrato dele em primeira pessoa. Também estão na programação “Meu Nome é Gal”, com apresentações de Gal Costa gravadas em 1970, e “A Música Segundo Tom Jobim”, que trata da obra do maestro e das parcerias responsáveis por dar forma à bossa nova.

No período da tarde vai ao ar “Uma Noite em 67”. O documentário volta ao 3º Festival de Música Popular Brasileira, edição em que Gilberto Gil e Chico Buarque fizeram algumas das apresentações mais marcantes, numa época em que os festivais da televisão se tornaram vitrine para revelar artistas e espaço de discussão cultural. Às 17h50 é a vez de “Maria – Ninguém Sabe Quem Sou Eu”, depoimento de Maria Bethânia sobre a carreira, com textos lidos por Fernanda Montenegro.

O principal título da noite é “Os Doces Bárbaros”, de 1977, que registra Gal Costa, Maria Bethânia, Gilberto Gil e Caetano Veloso juntos novamente numa turnê de celebração. Em seguida entram os documentários sobre o Clube da Esquina, sobre Vinicius de Moraes e sobre “Refavela”, disco de Gilberto Gil. Já de madrugada, o público assiste aos filmes sobre Alceu Valença, Beth Carvalho e Clara Nunes. A última atração é “Abre Alas: Elza Soares”, episódio que conta a carreira da cantora e mostra o peso que ela teve para várias gerações de mulheres negras da música brasileira.

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