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BYD lança novo Dolphin Mini na China com recarga de 10% a 70% em 5 minutos

A segunda geração do hatch elétrico ficou maior e quase dobrou a potência; a marca ainda não confirmou o modelo no Brasil.

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Hatch elétrico BYD verde-limão, visto de frente e de lado, estacionado sobre a grama diante de um prédio
Foto de arquivo: Geração atual do Dolphin Mini, vendida na Europa como Dolphin SurfFoto: Alexander-93 (CC BY-SA 4.0)

Resumo

  • BYD lançou na China a 2ª geração do Dolphin Mini, chamado lá de Seagull
  • Motor foi de 75 cv para 127 cv e carroceria cresceu de 3,78 m para 4,20 m
  • Marca não confirmou o modelo no Brasil, mas promete mil carregadores ultrarrápidos até 2027

A BYD apresentou nesta terça-feira (20), na China, a segunda geração do Dolphin Mini, hatch elétrico que no mercado chinês se chama Seagull. A principal novidade é a velocidade de recarga: segundo a fabricante, a bateria vai de 10% a 70% em 5 minutos e chega a 97% em 9 minutos.

Esse tempo, porém, depende de um carregador muito acima do que existe hoje nas ruas brasileiras. O equipamento usado pela BYD entrega até 1.500 kW de potência, enquanto os pontos mais rápidos disponíveis no Brasil ficam pouco acima de 200 kW. A empresa promete instalar mil carregadores desse tipo no país até o fim de 2027, mas ainda não confirmou se o novo Dolphin Mini será vendido aqui.

Para comparar: no Dolphin Mini à venda hoje no Brasil, encher a bateria de 30% até 80% toma cerca de meia hora.

Mais força e tração traseira

O carro também mudou por baixo. O motor elétrico, que continua sendo um só, passou de 75 cv para 127 cv, quase o dobro. A tração saiu da frente e foi para as rodas de trás, solução que a rival Geely já usa no EX2.

As medidas cresceram bastante. O hatch ganhou 42 centímetros de comprimento e agora mede 4,20 metros; ficou também 9 centímetros mais largo, e o entre-eixos aumentou 15 centímetros. Na largura, passa a superar todas as versões do Dolphin à venda hoje no país.

Direção assistida e cabine sem painel

Na China, o hatch sai com sensores espalhados pela carroceria, inclusive no teto, para o sistema de direção semiautônoma que a BYD chama de “Olho de Deus”. Segundo a marca, o recurso:

  • reconhece placas e a cor do semáforo;
  • desvia sozinho de obstáculos na pista;
  • mantém o carro no centro da faixa, inclusive em rotatórias;
  • faz a baliza para entrar e sair da vaga;
  • estaciona por controle remoto, sem ninguém dentro do veículo.

Dentro, a tela da central multimídia passou de 10,1 para 12,8 polegadas, e o painel de instrumentos atrás do volante foi eliminado.

Corrida pela recarga mais rápida

A promessa da BYD já tem resposta na China. A Geely afirma que o carregador ultrarrápido dela faz a mesma recarga em 8 minutos, um a menos que a concorrente.

Enquanto a BYD não anuncia data para a nova geração no Brasil, o modelo à venda nas concessionárias brasileiras segue sendo o atual, com motor de 75 cv, carroceria de 3,78 metros e recarga bem mais lenta do que a do lançamento chinês.

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