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Amazon diz que a capacidade de nuvem da AWS está quase toda vendida até 2027

CEO Andy Jassy afirma que a demanda por inteligência artificial esgotou os grandes blocos de 2026 e 2027 e já atinge parte de 2028.

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Andy Jassy, de cabelo curto grisalho, paletó azul-escuro e camisa azul-clara, sorri de leve em retrato de frente, com a rua desfocada ao fundo
Foto de arquivo: Andy Jassy, CEO da AmazonFoto: Lisi Mezistrano Wolf (CC BY-SA 4.0)

Resumo

  • Andy Jassy, CEO da Amazon, disse que a capacidade em nuvem da AWS está praticamente esgotada até 2027.
  • Os grandes volumes de 2026 já foram vendidos, e parte relevante de 2028 também está comprometida.
  • A Amazon divulga os resultados do terceiro trimestre em 29 de outubro.

A Amazon Web Services (AWS), divisão de computação em nuvem da Amazon, não consegue acompanhar a demanda criada pela inteligência artificial. O próprio CEO da empresa, Andy Jassy, afirmou que a capacidade de processamento está praticamente toda comprometida até 2027, com compromissos relevantes que avançam até 2028.

O que disse o CEO

A declaração foi dada em um videocast da firma de investimentos Andreessen Horowitz, conduzido por Ben Horowitz e Erik Torenberg. Jassy destacou o apetite insaciável por infraestrutura, vindo tanto de laboratórios que desenvolvem modelos de IA quanto de grandes empresas que querem usar a tecnologia.

Segundo o executivo, as grandes reservas de capacidade para este ano já estão integralmente vendidas. “2027 está em grande parte esgotado. Sempre reservamos uma certa quantia para atendimentos sob demanda e para serviços como o Bedrock e o EC2, mas os grandes blocos de capacidade já estão praticamente comprometidos. Até mesmo uma boa fatia de 2028 já foi vendida”, disse.

Investimento bilionário e espaço para mais

Para tentar atender o mercado, a Amazon já tinha anunciado uma previsão de gastar perto de US$ 220 bilhões em 2026 com o chamado CapEx, as despesas de capital. Jassy, porém, indicou que esse valor pode crescer. “Poderíamos investir muito mais e não seria um mau uso de capital”, afirmou, ao defender que a procura justifica a expansão.

Capital, nesse caso, significa construir e equipar centros de dados, onde ficam os servidores que rodam os sistemas dos clientes. Quando a capacidade vendida se aproxima do total instalado, a empresa precisa ampliar essa estrutura para aceitar novos contratos, o que explica o tamanho do investimento previsto.

Os serviços citados

Jassy mencionou duas ofertas da AWS que ficam fora dos grandes blocos já vendidos e recebem uma reserva própria de capacidade. O EC2 é o serviço que fornece servidores em nuvem para executar aplicações em geral. Já o Bedrock é a plataforma que dá acesso a vários modelos de inteligência artificial, para que os clientes criem aplicativos de IA generativa.

Pela fala do executivo, a Amazon mantém uma parcela da capacidade livre para quem precisa de atendimento sob demanda, mas os contratos de grande porte, firmados com antecedência, são os que ocupam a maior parte da estrutura nos próximos anos.

O que vem pela frente

A Amazon apresenta o balanço do terceiro trimestre em 29 de outubro. Será a primeira divulgação de balanço depois das declarações do executivo sobre a demanda por nuvem e por IA e sobre a possibilidade de investir mais do que o previsto.

Na prática, a fala de Jassy mostra que a procura por capacidade de processamento, puxada pela IA, está acima do que a AWS consegue entregar hoje, e que o plano de investimento da empresa é a resposta a esse descompasso.

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