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Economia mundial

Brasil deve voltar a ser a 8ª maior economia do mundo em 2027, projeta o FMI

PIB brasileiro chegaria a US$ 2,80 trilhões, superando Rússia e Itália; em 2026, o país termina na 10ª posição

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Fachada do prédio do Ministério da Fazenda, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília
Foto de arquivo: prédio do Ministério da Fazenda, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, registrado em 2023Foto: Pedro França/Agência Senado

O Brasil deve recuperar em 2027 o posto de oitava maior economia do mundo, ultrapassando Rússia e Itália no ranking do Produto Interno Bruto (PIB). A projeção consta do relatório Perspectivas da Economia Mundial, divulgado nesta semana pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e noticiado pela Agência Brasil.

Os números da projeção

De acordo com o documento, o PIB brasileiro deve alcançar US$ 2,80 trilhões no ano que vem, o equivalente a R$ 14,65 trilhões. Em 2026, o país termina o ano na décima posição, com PIB de US$ 2,655 trilhões. A mudança no ranking, portanto, vem de um avanço de duas posições entre um ano e outro.

Para 2027, a lista do FMI mantém os Estados Unidos como a maior economia do planeta, seguidos pela China. Essa ordem, segundo as projeções, não muda até 2031, o último ano coberto pelo relatório.

Quanto tempo o Brasil ficaria no posto

A última vez em que o Brasil ocupou o oitavo lugar foi em 2017. Pela estimativa do FMI, depois de voltar à posição em 2027, o país permanece nela até 2031. A melhor colocação já alcançada pelo Brasil no ranking global do PIB foi a sétima, em 1995 e de 2010 a 2014.

A Índia sobe no ranking

Um dos destaques do estudo é a Índia, que passa do sexto para o quarto lugar em 2027, ultrapassando Reino Unido e Japão. A projeção é que, em 2031, os indianos tomem da Alemanha o terceiro posto.

O que é PIB e o que ele não mostra

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos em um país, estado ou cidade em determinado período. Com ele é possível acompanhar o comportamento da economia e fazer comparações internacionais, como a do ranking do FMI. O indicador é calculado com apoio de pesquisas setoriais, como as de comércio, serviços e indústria, e conta apenas os bens e serviços finais, para evitar a dupla contagem: se um país produz R$ 100 de trigo, R$ 200 de farinha e R$ 300 de pão, o PIB é de R$ 300, porque o valor do trigo e da farinha já está embutido no pão. Os valores são medidos pelo preço que chega ao consumidor, o que inclui os impostos.

Apesar de ajudar a entender a realidade de um país, o PIB não expressa fatores como distribuição de renda e condições de vida. É possível, por exemplo, que uma nação tenha PIB alto e padrão de vida relativamente baixo, e o contrário também pode acontecer. Por isso, subir no ranking mundial não significa, por si só, melhoria direta na renda da população.

O que isso significa

O ranking compara o tamanho das economias em dólares, a moeda usada pelo FMI na comparação. A projeção é uma estimativa do organismo, e não um dado já apurado: ela depende de como as economias vão se comportar nos próximos anos. Para o leitor, a mensagem mais concreta é a de que o FMI enxerga o Brasil entre as dez maiores economias do mundo em todo o período projetado e de volta à oitava posição a partir de 2027.

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