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Eleições 2026

Atos pró-Lula ocupam capitais; Caetano e Djavan cantam em Copacabana

Mobilização na última semana antes do segundo turno teve Chico Buarque na Candelária e caminhada até o Congresso, em Brasília.

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Lula, de blazer azul e camisa branca, fala com um megafone vermelho e branco em um salão iluminado de vermelho, com apoiadores ao fundo
Foto de arquivo: O presidente Lula discursa com um megafone em evento de campanha, em São PauloFoto: Ricardo Stuckert/PR

Eleitores e militantes ligados a Lula (PT) foram às ruas neste domingo (18) em várias capitais, no último fim de semana antes do segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). A agenda de manifestações se espalhou do Rio a Brasília, passando por São Paulo, Salvador, Porto Alegre e Belo Horizonte, e tem como ponto alto, à tarde, um ato com shows em Copacabana.

Rio: estudantes de manhã, artistas à tarde

No centro do Rio de Janeiro, estudantes e movimentos sociais lotaram a região da Candelária e o Viaduto de Madureira, com discursos em defesa da educação, da democracia e da juventude. O cantor e compositor Chico Buarque esteve na concentração da Candelária e falou aos presentes, segundo imagens divulgadas pela União Nacional dos Estudantes (UNE) nas redes sociais.

A programação principal da cidade fica para a tarde, no Posto 5 de Copacabana. O cartaz musical reúne Caetano Veloso e Djavan, além de Simone, Chico César, Marina Sena e Frejat. O evento foi alvo de uma ação do Partido Novo no Tribunal Superior Eleitoral, que o classificava como campanha disfarçada e pedia a suspensão dos shows. O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, rejeitou o pedido no sábado (17), como mostra a matéria sobre a decisão do TSE.

São Paulo e as periferias

Na capital paulista, a estratégia do PT foi dividir o público em vários pontos. De manhã, houve concentração no Largo da Batata e depois no Vale do Anhangabaú. Durante a tarde, o roteiro segue para o Largo da Banana, no bairro do Grajaú (zona Norte), e para Itaquera. A escolha por atos menores e simultâneos contrasta com o “Bloco do 22”, que levou apoiadores de Flávio à Avenida Paulista na manhã de hoje (veja a cobertura do ato bolsonarista).

Brasília: o “ato da virada”

No Distrito Federal, o encontro foi batizado de “ato da virada”. Os manifestantes começaram a chegar às 9h à Praça do Museu Nacional da República e caminharam até a Esplanada dos Ministérios, em direção ao Congresso Nacional. O candidato do PT ao governo do DF, Leandro Grass, participou e afirmou que “a juventude, as famílias e o povo estão nas ruas defendendo direitos”. No segundo turno local, ele enfrenta a governadora Celina Leão (PP), que tenta a reeleição.

A convocação circulou entre deputados eleitos pelo DF: Ricardo Vale, Fábio Felix, Keka Magno, Max Maciel e Gabriel Magno. Por volta das 13h, uma chuva rápida atingiu a concentração, e a banda brasiliense Natiruts manteve o clima animado com a canção “Eu quero ser feliz também”.

Quadro do segundo turno

A mobilização acontece com a escolha ainda aberta. No primeiro turno, Flávio teve 47,03% dos votos, o equivalente a 56,1 milhões, e Lula ficou com 45,16%, ou 53,8 milhões. Os dois candidatos se enfrentam ainda hoje, a partir das 20h (de Brasília), no primeiro debate do segundo turno, promovido pela Band. Lula ficou em Brasília durante o dia para se preparar; Flávio esteve em São Paulo desde a manhã, com apoiadores.

O segundo turno será no domingo da semana que vem, dia 25 de outubro. Até lá, as duas campanhas seguem com agenda de rua e atuação nas redes, e a Justiça Eleitoral continua recebendo ações de ambos os lados.

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