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Eleições 2026

Campanha de Lula pede ao TSE transporte gratuito a quem teve seção trocada

Coligação quer lista de seções alteradas em 48 horas e avisos individuais; TSE diz que 4.352 seções mudaram de endereço.

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Lula, de blazer azul, segura um megafone e sorri diante de um painel amarelo e vermelho com o nome Lula, cercado de apoiadores
O presidente Lula, candidato à reeleiçãoFoto: Ricardo Stuckert/PR

A equipe de campanha de Lula (PT), candidato à reeleição, recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir que a Justiça Eleitoral cuide do deslocamento dos eleitores que tiveram o local de votação trocado entre o primeiro e o segundo turno. A petição foi protocolada no sábado (17) e tornou-se pública neste domingo (18), uma semana antes da votação, marcada para 25 de outubro.

O documento é assinado pela coligação “Brasil Pronto Pra Mais” e reúne um pacote de medidas que a campanha classifica como administrativas e logísticas urgentes.

O que a campanha pede

Pelo texto, os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) teriam dois dias para divulgar uma relação única com todas as seções que trocaram de lugar, informando o endereço antigo e o novo. A coligação também quer que cada eleitor afetado seja avisado individualmente, por e-Título, WhatsApp, mensagem de texto ou e-mail.

Outro item pede que o TSE negocie com as prefeituras a oferta de condução sem custo entre os bairros e os locais novos, com um serviço especial para idosos e pessoas com deficiência. A campanha ainda pede canais de comunicação direta com os eleitores atingidos pelas mudanças.

O argumento sobre a abstenção

A coligação sustenta que a informação oferecida apenas em sites e aplicativos, sem aviso ativo ao eleitor, ajudou a elevar as faltas no primeiro turno. O exemplo citado é o do Rio de Janeiro: 277 locais trocados, com impacto sobre cerca de 670 mil eleitores.

“Como já informado, a dificuldade de acesso à informação se repete quase que em todos os estados, sendo que este modo de comunicação se demonstrou insuficiente para boa parte dos eleitores”, diz um trecho do documento.

O primeiro turno, em 4 de outubro, teve recorde de 33,4 milhões de eleitores ausentes, o que corresponde a 21,08% do eleitorado, segundo dados da Justiça Eleitoral divulgados pela Agência Brasil.

O que o TSE informou sobre as mudanças

Os números sobre as seções alteradas vêm da própria Justiça Eleitoral. Para o segundo turno, 4.352 seções ganharam novo endereço de votação, o equivalente a 0,87% do total do país. As maiores concentrações estão em São Paulo (982 seções), Minas Gerais (514), Rio de Janeiro (431) e Bahia (312).

O tribunal atribui as trocas a motivos práticos: reformas de última hora em prédios, melhorias de acessibilidade em algumas seções e locais danificados pelas fortes chuvas e ventos. Por isso, orienta o eleitor a conferir o novo endereço com antecedência, pelo aplicativo e-Título ou pelo site do TRE, no menu “Autoatendimento Eleitoral”.

No primeiro turno, 1.904 urnas precisaram ser substituídas, o que representa 0,35% do total, e em nenhuma seção foi necessária votação manual.

O que vem pela frente

O segundo turno acontece no domingo, 25 de outubro, das 8h às 17h, no horário de Brasília. Em quase todo o país os eleitores escolhem apenas o presidente da República; no Distrito Federal, no Acre, no Amazonas, no Espírito Santo, no Rio Grande do Norte e no Tocantins também há disputa para governador.

Lula disputa a reeleição contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). Com 100% das urnas apuradas no primeiro turno, Flávio teve 47,03% dos votos válidos, ou 56,1 milhões de votos, e Lula, 45,16%, ou 53,8 milhões. É nesse cenário que a campanha petista pede medidas para que as trocas de seção não aumentem a abstenção.

Seja qual for a resposta do TSE ao pedido, o caminho para o eleitor é o mesmo: conferir a seção e o endereço no e-Título, levar um documento oficial com foto e, quem não tem a biometria cadastrada, saber que pode votar do mesmo jeito. O guia sobre biometria e locais de votação reúne as regras.

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