Pular para o conteúdo
Venezuela

Oposição venezuelana confirma María Corina Machado como líder e lança acordo

Documento com 14 propostas pede roteiro para eleições gerais e soltura de presos políticos, mas não fixa data para a votação.

WhatsApp Telegram Facebook X
María Corina Machado, de blazer azul-marinho e calça branca, aperta a mão do secretário-geral da OEA diante de uma pintura colorida
Foto de arquivo: María Corina Machado e o secretário-geral da OEAFoto: Juan Manuel Herrera/OEA

Num documento chamado “Grande Acordo Nacional”, a oposição da Venezuela reafirmou neste domingo (18) que María Corina Machado, ganhadora do Nobel da Paz, é a sua líder política. O texto saiu ao fim de uma reunião em Caracas e reúne 14 propostas para redemocratizar o país. A divulgação coincide com as negociações de uma facção opositora com o governo interino sobre uma transição democrática.

O que a Plataforma Unitária decidiu

Os integrantes da Plataforma Unitária concordaram em “ratificar o mandato de mudança política expresso pelos venezuelanos por meio de seu voto” e em reconhecer e apoiar a liderança de Machado. Ela está exilada no Panamá e participou do ato por vídeo.

O documento também prevê que o grupo defenda estratégias de transição junto a atores do país e de fora dele, com a meta de destravar as negociações políticas e reconstruir as instituições do Estado venezuelano. Uma das 14 propostas é um roteiro para eleições gerais.

O que a oposição exige

O texto reúne uma lista de cobranças ao governo. A Plataforma quer a libertação “total e incondicional” dos presos políticos, o retorno dos exilados e o fim da repressão política. Pede ainda a anulação das inabilitações e dos procedimentos administrativos abertos contra organizações políticas, além de políticas de proteção aos direitos humanos.

Os signatários dizem que é preciso apoiar um roteiro democrático que leve a um processo ordenado e pacífico, capaz de permitir negociações efetivas e eleições livres, competitivas e verificáveis.

As palavras de Machado

No vídeo exibido durante o ato, Machado disse que o acordo é “uma das iniciativas que, para mim, é das mais poderosas, potentes e necessárias”, e afirmou que ela “será reconhecida pelo mundo”. Ela chamou o projeto de “grande acordo para a reconstrução da República”.

Segundo o jornal argentino TN, que acompanhou o ato, a opositora também declarou que o país está “no começo de uma nova era”, que a República democrática liberal será finalmente concretizada e que “a Venezuela será livre”.

A falta de data para as eleições

O ponto que ficou em aberto é o calendário. O documento final pede um roteiro para eleições gerais, mas não define quando elas devem ocorrer. O Vente Venezuela, partido de Machado, defende que a votação seja realizada em 2027 e que o país tenha um calendário eleitoral definido.

A diferença entre pedir um roteiro e marcar uma data é relevante porque, ao mesmo tempo, parte da oposição conversa com o governo interino sobre os termos da transição. O que o acordo deixa claro é quem fala em nome do grupo: Machado, mesmo de fora do país, é reconhecida como a liderança que representa o mandato das urnas citado no documento.

O que acompanhar

A reunião em Caracas oficializou a unidade da oposição em torno do nome de Machado, enquanto uma facção opositora segue negociando com o governo interino. Os próximos passos passam pela definição de um calendário eleitoral e pelo andamento do pedido de libertação dos presos políticos e de retorno dos exilados.

VenezuelaMaría Corina MachadoOposição venezuelanaEleiçõesPresos políticosTransição na Venezuela

Receba as notícias do Fato em Dia. Inscreva-se no canal e acompanhe as atualizações.

Direitos autorais: se você é autor de alguma imagem, fale com a gente; trocamos em até 24 h.

Encontrou um erro ou tem uma sugestão de pauta? Fale com a redação.

Últimas de Mundo

Ver tudo