Flávio promete retomar o Perse, benefício a eventos encerrado por Lula
Candidato do PL diz que vai socorrer shows, cultura e turismo; programa acabou em 2025 sob suspeita de irregularidades e custo alto.

O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, prometeu nesta terça-feira (20) recriar o Perse, o programa de alívio de impostos para empresas de eventos que foi lançado no governo de Jair Bolsonaro, em 2021, e encerrado pela gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2025. O anúncio foi feito numa publicação nas redes sociais, a cinco dias do segundo turno.
Segundo Flávio, a volta do programa valeria para shows, turismo e toda a cadeia de eventos culturais, que, na avaliação dele, está endividado por causa da situação econômica do país.
“O maior programa de incentivos aos artistas e eventos foi criado em 2021. Sabem quem fez: o Jair. Vou restabelecer o Perse para todo setor de eventos culturais, shows, turismo, que hoje estão sufocados, endividados pela crise que esse governo colocou o país inteiro”, escreveu o candidato. Ele acrescentou que pretende “salvar o setor de shows” e defendeu que eventos movimentam o comércio, os motoristas de táxi e de aplicativo e os pequenos artistas.
O que era o Perse
O Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos foi criado na pandemia de Covid-19, quando shows, feiras, festas e o turismo ficaram parados por causa das restrições sanitárias. Enquanto esteve em vigor, o programa zerava a alíquota de quatro tributos federais para as empresas beneficiadas: o Imposto de Renda (IR), a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), o PIS e a Cofins.
O governo Lula acabou com o benefício em 2025. A justificativa foi o peso nas contas públicas e a existência de indícios de que algumas empresas usavam o incentivo de forma irregular. O Perse também virou alvo de polêmica depois que veio a público uma lista de beneficiados que incluía influenciadores digitais e artistas.
Haddad, que comandava a Fazenda em 2024, anunciou naquele ano que a Receita Federal investigaria possíveis irregularidades no programa. “O que a Receita faz como rotina diante do quadro do Perse, um quadro grave — mais de R$ 17 bilhões de renúncia [fiscal] — é levar dados pro setor de inteligência da Receita, que vai apurar possíveis irregularidades”, disse Haddad na época.
Promessa sem detalhes
Na publicação, Flávio não explicou como o programa seria financiado, quanto custaria aos cofres públicos nem se haveria regras novas para evitar os problemas apontados pelo governo atual. Também não disse se o benefício teria prazo para acabar, como na versão original.
A promessa mira um setor que reúne produtores culturais, casas de shows, empresas de turismo e trabalhadores de eventos, com peso em todas as regiões do país.
O segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro está marcado para o próximo domingo, 25 de outubro.
Receba as notícias do Fato em Dia. Inscreva-se no canal e acompanhe as atualizações.
Direitos de imagem: se você é autor de uma imagem ou vídeo desta notícia, fale com a gente.
Encontrou um erro ou tem uma sugestão de pauta? Fale com a redação.






