Elenco do Grêmio apoia desabafo de Renato e vestiário segue unido, diz apuração
Lideranças 'assinam embaixo' das críticas à montagem do time, que está na zona de rebaixamento; foco é fugir da Série B.

A bronca pública do técnico Renato Gaúcho depois da derrota por 4 a 2, de virada, para o Cruzeiro não abalou a relação dele com o elenco do Grêmio. Duas apurações do UOL divulgadas nesta segunda-feira (19) dizem o mesmo: o vestiário não rachou, e os líderes do grupo concordam com o desabafo do treinador sobre a montagem do time, hoje na zona de rebaixamento do Brasileirão.
“O vestiário não quebrou”
O comentarista Paulo Vinícius Coelho (PVC) afirmou no programa De Primeira, do Canal UOL, que o treinador manteve a liderança interna mesmo depois da entrevista coletiva em que criticou erros de contratação. Segundo a apuração dele, os jogadores seguem fechados com Renato. “O vestiário não quebrou, não quebrou”, disse.
PVC lembrou que, nesta passagem, o time ainda não venceu com o técnico: são três empates e uma derrota. Para ele, uma cobrança em público só pode ser avaliada pelo que acontece depois, dentro de campo. Também fez uma distinção: a bronca não chegou a ser humilhação porque Renato falou do grupo e não citou nome de atleta na coletiva.
Lideranças “assinam embaixo”
A colunista Joanna de Assis, também do UOL, disse que os jogadores já conheciam o tom da fala. Segundo ela, Renato já tinha feito cobranças duras nos bastidores antes de expor o sentimento em público, e teve o respaldo de lideranças do time e de parte da diretoria. Na avaliação dela, o diagnóstico do técnico, que fala em falta de personalidade e de comprometimento de alguns jogadores contratados, é uma percepção coletiva.
“Pela minha apuração, conversando com as lideranças do Grêmio, eles assinam embaixo no desabafo do Renato”, disse Joanna. Para a colunista, as falas buscam colocar jogadores e comissão técnica no mesmo barco para subir na tabela. Faltam sete rodadas para o fim do campeonato.
Rebaixamento é a prioridade
Depois da derrota para o Cruzeiro, o Grêmio ficou com 31 pontos e na 18ª posição, na zona de rebaixamento. Em entrevista após o jogo, Renato dividiu a culpa, se incluiu nela e criticou a forma como o elenco foi montado. A prioridade, nas palavras de Joanna, “nem precisa falar”: é salvar o clube da Série B. A Copa do Brasil aparece como um segundo objetivo.
A GZH, em reportagem desta segunda, informou que o Grêmio refaz os cálculos no Brasileirão e cogita “abrir mão” da Copa do Brasil para tentar permanecer na Série A.
O que vem pela frente
O Grêmio precisa transformar a união interna em resultado. O time não vence há sete jogos, e Renato ainda não conseguiu o primeiro triunfo na volta ao comando. A cada rodada, a margem de erro diminui, porque as opções de recuperação se encurtam à medida que o calendário avança.
Se a leitura dos bastidores estiver certa, o grupo está alinhado ao técnico. Falta o que decide o campeonato: os pontos.
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