Harry Kane vence a Bola de Ouro 2026; Vini Jr fica em 17º e Brasil não vai ao top 10
Atacante do Bayern marcou 73 gols em 65 jogos e superou Mbappé e Yamal; Flamengo perdeu o prêmio de melhor clube para o PSG.

Resumo
- Harry Kane, do Bayern e da Inglaterra, é o melhor jogador do mundo na 70ª Bola de Ouro, em Londres.
- Vini Jr foi o 17º, a pior posição dele desde 2022; Gabriel Magalhães ficou em 21º e Marquinhos em 25º.
- O PSG levou o prêmio de melhor clube e o Flamengo, campeão da Libertadores e do Brasileirão em 2025, ficou sem o troféu.
O atacante inglês Harry Kane, do Bayern de Munique, foi eleito o melhor jogador do mundo e levou a Bola de Ouro 2026, em cerimônia realizada na noite desta segunda-feira (26), em Londres. O prêmio da revista France Football chegou à 70ª edição. Kane superou, entre outros nomes, o francês Kylian Mbappé, do Real Madrid, e o espanhol Lamine Yamal, do Barcelona, campeão do mundo com a Espanha.
Entre os brasileiros, o melhor colocado foi Vini Jr, em 17º. O Brasil também não teve representante entre os dez primeiros, e o Flamengo ficou sem o prêmio de melhor clube do ano.
A temporada de Kane
Somando Bayern e seleção inglesa, Kane balançou as redes 73 vezes ao longo de 65 jogos na temporada 2025/26. Só Lionel Messi fez mais numa mesma temporada: foram 82 gols em 69 partidas em 2011/12, pelo Barcelona e pela Argentina.
No Bayern, ele conquistou o Alemão, levou também a copa nacional e a supercopa do país, terminou como goleador da Bundesliga (36 gols) e também levou a Chuteira de Ouro da Europa. Já no Mundial, anotou seis gols, e a Inglaterra acabou em terceiro.
Mais cedo na cerimônia, ele já havia ganhado o Troféu Gerd Müller, dado ao maior artilheiro da temporada. Com a Bola de Ouro, Kane se torna o primeiro inglês a vencer o prêmio desde Michael Owen, do Liverpool, em 2001.
Como ficaram os brasileiros
A France Football divulgou ao longo da tarde as posições de quem não chegou ao pódio. Vini Jr, do Real Madrid, ficou em 17º lugar, o pior resultado do atacante em suas cinco indicações, a primeira delas em 2022. Veja o histórico:
- 2022: 8º lugar
- 2023: 6º lugar
- 2024: vice-campeão
- 2025: 16º lugar
- 2026: 17º lugar
O zagueiro Gabriel Magalhães, campeão inglês com o Arsenal, terminou em 21º, e Marquinhos, do PSG, em 25º. Raphinha, que foi o quinto colocado na edição passada, nem chegou a ser indicado neste ano.
Entre as mulheres, a única brasileira na disputa era a goleira Lorena (Kansas City Current), que terminou em 28º, empatada com Melvine Malard e Vivianne Miedema. Ela concorria ainda ao troféu de melhor goleira, que ficou com a espanhola Cata Coll, do Barcelona.
O país tem cinco Bolas de Ouro na história, de quatro atletas diferentes. Ronaldo ganhou duas (1997 e 2002); Rivaldo (1999), Ronaldinho Gaúcho (2005) e Kaká (2007) levaram uma cada.
PSG leva melhor clube; Flamengo fica de fora
O Paris Saint-Germain foi eleito o melhor clube do ano pela segunda vez seguida, depois de conquistar a Champions League, o Campeonato Francês, a Supercopa da Uefa, a Copa Intercontinental e a Supercopa da França. Na disputa, o time de Paris ficou à frente do Flamengo, que levou a Libertadores, o Brasileirão e o Carioca em 2025. Arsenal, Bodo/Glimt e Bayern de Munique completavam a lista de finalistas.
Os demais premiados da noite
- Melhor jogadora: a espanhola Alexia Putellas, do London City, venceu pela terceira vez e interrompeu a sequência de Aitana Bonmatí;
- Troféu Kopa (melhor jovem): Lamine Yamal, do Barcelona, ganhou pela terceira vez seguida;
- Troféu Yashin (melhor goleiro): o espanhol Unai Simón, do Athletic Bilbao;
- Melhor técnico: Luis de la Fuente, campeão do mundo com a Espanha;
- Prêmio Sócrates (ações solidárias): Bukayo Saka, do Arsenal, por seu trabalho social com crianças na África;
- Melhor clube feminino: Barcelona.
Gafe no site da premiação
Horas antes da cerimônia, o site oficial da Bola de Ouro chegou a publicar, e depois apagou, três posts anunciando Yamal, Mbappé e Kane como vencedores, o que provocou confusão entre torcedores. O resultado oficial só saiu durante a premiação, em Londres. A cerimônia deixou a tradicional sede em Paris para homenagear o inglês Stanley Matthews, primeiro vencedor do prêmio, em 1956.
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