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Flávia Saraiva leva o bronze na trave do Mundial e dá 2ª medalha ao Brasil

Com 14,300 pontos em Roterdã, ginasta de 27 anos fica a 0,266 do ouro da argelina Kaylia Nemour e encerra a campanha brasileira.

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A ginasta Flávia Saraiva, com collant verde, amarelo e branco do Brasil, sorri durante uma apresentação com os braços abertos
Foto de arquivo: A ginasta Flávia Saraiva durante apresentação com o collant da seleção brasileiraFoto: Ministério da Defesa (CC BY 2.0)

Resumo

  • Flávia Saraiva conquista o bronze na final da trave do Mundial de Roterdã, com 14,300 pontos.
  • Kaylia Nemour (ouro) e Zhang Qingying (prata) fizeram 14,566; o desempate foi pela nota de execução.
  • O Brasil termina o Mundial com duas medalhas: o ouro de Rebeca Andrade no salto e o bronze de Flávia.

A ginasta Flávia Saraiva ficou com o bronze neste domingo (25) na decisão da trave, prova do Mundial de Ginástica Artística realizada em Roterdã, na Holanda. A brasileira, de 27 anos, somou 14,300 pontos e subiu ao pódio atrás da argelina Kaylia Nemour, ouro, e da chinesa Zhang Qingying, prata. As duas fizeram 14,566.

O bronze é a segunda medalha do Brasil no torneio. No sábado (24), Rebeca Andrade havia vencido o salto, o que a tornou tricampeã mundial da prova. A participação brasileira se encerra com a apresentação de Flávia.

A conta da nota

A pontuação de Flávia veio de 6,100 de dificuldade e 8,200 de execução, que somam os 14,300. Esse é o ponto em que a disputa se decidiu: Zhang apresentou a série mais difícil da final, com 6,500, mas perdeu pontos na execução. Pela conta das notas divulgadas, a diferença de dificuldade entre ela e a brasileira foi de 0,400, e a distância total para o ouro ficou em 0,266 ponto.

Entre Nemour e Zhang, o empate em 14,566 foi resolvido pelo critério de desempate previsto no regulamento: a maior nota de execução. A argelina teve 8,266 nesse quesito; a chinesa, 8,066. Com isso, Nemour levou o ouro e Zhang ficou com a prata. As duas inverteram as posições do pódio do Mundial do ano passado, quando a chinesa foi campeã.

Como foi a final

Flávia Saraiva fez sua apresentação com todas as ligações executadas e foi a penúltima a competir. Ela repetiu a sequência acrobática (flic, layout e layout) que a havia derrubado na final do individual geral, na sexta-feira (23), e dessa vez completou o trecho. Teve um desequilíbrio médio no mortal lateral, mas nada que impedisse a comemoração: a ginasta sorriu antes mesmo de a nota aparecer no placar.

O técnico Francisco Porath, o Xico, contestou a nota de dificuldade e queria dois décimos a mais, mas os árbitros deixaram os 6,100 como estavam. Os 14,300 colocaram a brasileira provisoriamente em segundo; a posição só mudou quando Zhang, última a competir, recebeu a nota.

Veja como terminou a final da trave:

PosiçãoGinastaPaísNota
1ºKaylia NemourArgélia14,566
2ºZhang QingyingChina14,566
3ºFlávia SaraivaBrasil14,300
4ºElena ColasFrança14,100
5ºManila EspositoItália14,066
6ºSkye BlakelyEstados Unidos13,633
6ºQiu QiyuanChina13,633
8ºMana OkamuraJapão12,666

O que o resultado representa

Flávia é especialista na trave desde a base: foi prata nos Jogos Olímpicos da Juventude de 2014 e disputou duas finais olímpicas do aparelho. Em Roterdã, chegou à terceira final de trave em Mundiais. No ano passado ficou na quarta posição, a um lugar do pódio, e agora a medalha veio.

Com isso, ela empata com Rebeca Andrade, que subiu ao pódio da trave no Mundial de 2023: são as duas melhores marcas do país no aparelho. Foi a terceira medalha de Flávia em Mundiais; as outras duas vieram em 2023, a prata coletiva e o bronze no solo. Ela também é medalhista olímpica por equipes, em Paris 2024.

O Mundial do Brasil em Roterdã

A seleção feminina chegou a Roterdã com cinco finais garantidas na classificatória. Na disputa por equipes, terminou em quinto lugar, com 159,730 pontos. No individual geral, Flávia e Lorrane Oliveira ficaram fora do top 10 depois de quedas na trave, e a americana Skye Blakely foi a campeã.

O saldo final são duas medalhas: o ouro de Rebeca no salto, com média de 14,466, e o bronze de Flávia na trave. Com a de sábado, Rebeca chegou a dez medalhas em Mundiais e a 16 pódios somando Olimpíadas e campeonatos mundiais, segundo a Confederação Brasileira de Ginástica.

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